Crítica | “How Big, How Blue, How Beautiful” – Florence + The Machine

Eu estou constantemente pensando em posts para o meu blog, dessa vez tive uma ideia muito boa. Sempre que eu estiver viciado em discos um pouco mais “antigos”, como é o caso do HB³ (How Big, How Blue, How Beautiful) da Florence, eu irei fazer um post de resenha sobre ele. O motivo é que: tem muitos álbuns muito bons que eu já ouvi, logo eu gostaria de compartilhar minha opinião sobre os mesmos com vocês.

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How Big, How Blue, How Beatiful” é o terceiro álbum de estúdio da banda britânica “Florence + The Machine“. O álbum foi lançado em 29 de Maio de 2015, fazendo com que a banda chegasse, pela primeira vez, ao topo da Billboard, desbancando o “1989” da Taylor Swift, vendendo 137 mil unidades em seus primeiros 7 dias.

O disco tem uma sonoridade bem diferente de seus dois primeiros trabalhos, “Lungs” de 2009, e “Ceremonials” de 2011, que também não são nada parecidos entre si. Na verdade, são diferentes em quase tudo, sonoridade, videografia, etc. Isso mostra que a banda adora se re-inventar.

Enquanto Ceremonials é bem dark, ao som de órgãos, harpas que dão um toque celestial, baterias fortes… quase que um álbum gospel, HB³ trás um estilo mais puxado para Rock’n’Roll, com guitarras, baterias sincronizadas, tem até trompetes, basicamente uma orquestra toda ao lado de Florence Welch. Lembra bastante as músicas e o estilo de Patti Smith.

As composições presentes nesse álbum são extraordinárias, bem pessoais mesmo. Um bom exemplo é a primeira faixa, Ship To Wreck, onde a cantora narra a vida de uma pessoa que está perdida, precisa de comprimidos para dormir e bebe demais para esquecer os problemas, além de relatar uma relação tóxica, também dá indícios de depressão e outros problemas do tipo, que geralmente andam juntos.

Talvez seja algum tipo de reflexo para a cantora ou a banda. Nunca saberemos ao certo, já que uma composição é algo tão pessoal, mas muitos vão se identificar com o refrão “Eu construí esse barco para naufragar“. Nesse trecho o eu-lírico assume que sua relação está um fiasco e que o fim é inevitável, uma vez que ambas as partes possuem problemas a serem resolvidos individualmente.

Já em Queen Of Peace, Florence faz uma reflexão sobre ganhar e perder, usando uma metáfora, “Seu único filho morto, mas ganhou a batalha. Oh, o que vale a pena? Quando tudo o que resta é sofrimento?”. Depois a música fala sobre um relacionamento, onde um não está aberto ao outro, dando sequência à “Ship To Wreck” e “What Kind Of Man”, tendo seu fim em “Various Storms And Saints”, onde Florence aceita o fim desse relacionamento, mas com muitas questões pessoais e muita reflexão por trás.

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O álbum é bem focado no amadurecimento de Florence Welch, que descreve seu estado de decadência emocional em uma narrativa onde podemos ver um final feliz. “Delilah” é uma música muito importante para o desenvolvimento da “trama”, por assim dizer”, pois é a partir desse ponto que o eu-lírico perdoa a si mesmo e passa limpar sua consciência.

“Third Eye” é outra canção poderosa sobre finalmente encontrar uma vocação e reencontrar sua voz. Florence perdeu sua essência nessa relação sem futuro, e “How Big, How Blue, How Beuatiful” mostra o percurso que a vocalista percorreu até recuperar sua autoconfiança.

Creio que eu não tenho uma música favorita neste álbum. Todas são muito bem compostas, produzidas e etc. Eu poderia ficar um tempão aqui falando sobre as composições esplendidas presentes nele, mas é bem melhor que você o ouça e leia as traduções.

O discoé uma verdadeira obra de arte musical, conseguindo bordar vários assuntos em um período curto de tempo. Sem falar que esse foi o primeiro álbum da banda que eu baixei e ouvi. Depois de um tempo eu comprei o CD físico e agora é só amor. Por isso está na minha lista de 5 álbuns favoritos.

Todas as faixas passam um sentimento diferente, mas até parece que a cantora tenta transmitir toda sua angústia por elas. São todas lindas, mas melancólicas demais.

Junto do disco, a banda lançou um filme chamado “The Odyssey“, uma junção de todos os clipes, você pode conferir aqui:

Ouça na íntegra:

Nota final: 5/5. (Quem é Melodrama perto desse álbum?)

iTunes
google music

Link. (senha: yoshi)

13 comentários sobre “Crítica | “How Big, How Blue, How Beautiful” – Florence + The Machine

  1. Queen of peace, which witch, ah esse álbum é PERFEITO
    A minha preferida provavelmente sempre será a faixa-título, acho difícil até mesmo as outras músicas que sairão com o quarto álbum ultrapassarem o quanto essa música significa pra mim.
    Florence é uma “máquina” de metáforas e arte profunda, as pessoas precisam estudar a fundo sobre ela e sobre as músicas pra conseguir detectar as mensagens.
    Muito bom seu texto migo, muito bom mesmo, tá de parabéns!
    Continuarei acompanhando 😉

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  2. engraççado que adoro a Florence mas eu não consigo gostar muito desse album. Ele é realmente bem produzido, mas sinto falta da energia do primeiro album , pois as faixas dele eram diferentes entre si, era mais experimental e com ceremonials, que é um bom album também, é como se ela tivesse cansado de fazer essas loucuras e começou a deixar as faixas caminharem para uma única tonalidade, apenas mudando um pouco em cada faixa e esse processo se intensificou no terceiro. De qlq forma minhas preferidas do HB3 são Queen of Peace e Ship to Wreck.

    Curtido por 1 pessoa

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