Crítica: Brand New Eyes – Paramore

Em sua formação original Paramore lança um de seus melhores álbuns, pelo menos na minha opinião. O “Você Precisa Ouvir” de hoje será sobre “Brand New Eyes“, o álbum que marca uma nova era para a banda, mudando de estilo e falando sobre relacionamentos, amor, crises existenciais, indiretas, etc.

A banda lançou o disco em 29/09/2009. Esse tem o nome de “Brand New Eyes”, algo como “Novos Olhos”, dando a entender que a banda estava ingressando em algo diferente e inovador, saindo daquele Punk Rock que marcou 2007. O álbum estreou em 2º lugar na Billboard 200.

Paramore

A arte de capa é muito bonita, tendo um significado bem interessante. A borboleta está separada, mas ainda sim conseguimos dizer que é uma borboleta, criando assim uma metáfora sobre a banda que estava passando por dificuldades de socialização entre os membros, mas acima de tudo ainda eram uma banda e precisavam se manter unidos.

A sonoridade do disco é algo bem original e um pouco mais madura comparado aos dois álbuns anteriores. Esse trabalha com um estilo único de Pop Rock, constituído de guitarras, baixo, bateria, teclado e voz. Por mais que a banda sempre tenha trabalhado com esses mesmos instrumentos, o álbum foge completamente do estilo “Emo” de “RIOT!“, dando à banda uma identidade completamente nova.

Brand New Eyes conta com onze faixas, onde a banda conversa conosco sobre o relacionamento deles, dentro e fora do estúdio, que não estava tão bom assim, como podemos ver em “Ignorance“, onde Hayley manda uma pequena indireta para Josh – alegando que o integrante estaria tratando-a como uma desconhecida e que a ignorância seria sua nova melhor amiga a partir dali – que responde em “Playing God“, onde diz que Hayley está “brincando de Deus” com a banda, sendo mandona e ditando regras. Um verdadeiro “Rumours” parte dois.

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Das onze faixas presentes no álbum, minhas favoritas são:

Playing God, onde Josh “descreve” o relacionamento de Hayley com o resto da banda. A música fala sobre uma pessoa controladora que gosta de ter os outros á seus pés. Eu gosto da música, particularmente, porque ela tocava direto na Mix TV quando eu tinha meus 11 anos.

The Only Exception, música amorzinho do álbum, que fala sobre querer nunca se apaixonar ou cantar sobre amor, e ter uma única exceção, que seria aquela pessoa que você odeia amar. Com certeza marcou muito minha adolescência.

Misguided Ghosts, que tem uma baita composição. A canção fala sobre aquele sentimento de querer sumir por algum tempo e voltar só quando estiver melhor. É bem fossa, mas ao mesmo tempo muito linda…

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Considerações finais: É um dos melhores álbuns que eu já ouvi, estando até na minha lista de discos favoritos. Tem instrumentais fantásticos, muitas vezes bastante complexos, melodias maravilhosas que parecem não envelhecer, mesmo que o disco já tenha quase oito anos. Composições muito interessantes que funcionam à base de alfinetadas, mas isso da às músicas um ponto a mais de interpretação e sentimentalismo. Eu não tiraria e nem colocaria nada deste CD, pois ele já é perfeito.

Nota: 5/5.

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