Crítica | Jake Bugg – Hearts That Strain | Álbum

Após lançar o single “How Soon The Down“, Jake Bugg lançou, graças da Alá, seu novo álbum de estúdio, esse chamado “Hearts That Strain“. Seu lançamento ocorreu no primeiro dia de Setembro. O disco conta com onze faixas de puro Rock, contendo a participação de Noah Cyrus em uma delas.

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Jake se despediu daquele velho Country, a nível Bob Dylan, para dar oi ao Soft-Rock. Seu novo álbum se aventura pelos mais diversos vertentes do estilo, fazendo quase que uma viagem no tempo pela história da música. O álbum é repleto de instrumentos, tornando-o muito gostoso de se ouvir, pois não tem poluição sonora. Aqui nesse disco você irá achar canções puxadas para o Country, o Rock’n’Roll, o Blues, R&B e até o Jazz.

Ao contrário de seus dois primeiros álbuns, que possuem uma mixagem que deixa as faixas com um clima meio “1960”, “Hearts That Strain” possui uma grande produção, onde as músicas tem um toque atual, mas sua sonoridade faz com que a gente lembre daquelas canções dos CD’s de Flashback.

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O cantor usa seu disco para conversar conosco sobre o amor, que é muito bem retratado em “How Soon The Down“, onde Jake se vê apaixonado e precisa contar ao mundo sobre seus sentimentos. Aqui ele também abriu espaço para músicas mais políticas, que falam sobre violência e pessoas que se esforçam de mais.

Quando o assunto é composição, Jake Bugg sempre se garante. O cantor já entrou em uma treta com os membros da 1D, alegando que os garotos não escreviam as próprias músicas e que eram artistas fabricados. Jake dá muito valor à uma boa composição, já que ela é a alma da música.

Em suas músicas, nunca conseguimos decifrar de primeira a mensagem que ele quer passar. São letras muito complexas em instrumentais bem pesados, isso só se fortaleceu em “Hearts That Strain”.

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Das onze faixas presentes no disco, minhas favoritas são:

Hearts That Strain, que dá nome ao álbum. A música possui um instrumental que vai crescendo gradualmente. Tem um clima meio faroeste. Nela, Jake fala sobre pessoas “pecadoras” e mentirosas, que se esforçam para viver uma mentira.

Waiting, com participação de Noah Cyrus. Uma bela balada que lembra muito as canções românticas dos anos 80. A canção fala sobre esperar a pessoa amada, envelhecer junto dela, etc. É a música amorzinho do álbum.

Indigo Blue, que retrata aquele sentimento de estar sozinho e sem rumo, sempre se perguntando o por quê da situação. Bem bad.

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Considerações finais: É, sem sombra de dúvidas, um dos melhores, e mais completos, trabalhos que o Jake já fez. É aquele tipo de álbum que você não tiraria nenhuma música e nem acrescentaria. É uma ótima viagem no tempo pelos melhores sub-vertentes do Country Rock. Ainda sim, não é o tipo de disco que eu ouviria andando de carro e etc, mas em um momento especial ou específico.

Nota: 4,9/5.

Ouça:

iTunes

google music

Link.

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