Crítica: Madonna – True Blue

Madonna já teve várias fases e momentos, alguns melhores que outros, quem não se lembra de “Like a Prayer“, onde a cantora pois a cara a tapa falando abertamente sobre a religião, ou em “Erotica“, quando resolveu quebrar as barreiras do tabu, expondo suas fantasias e desejos sexuais. Todos esses momentos foram muito importantes para que ela se tornasse a grande cantora que influenciou toda a história do pop.

O álbum que vou analisar hoje, junto de vocês, é o “True Blue“, que até hoje é o álbum da cantora que mais vendeu mundialmente.Madonna-True-Blue-41343True Blue é o terceiro álbum em estúdio da cantora, sendo lançado em junho de 1986. Madonna escreveu o disco em um ótimo momento de sua vida. Like a Virgin tinha sido um sucesso em vendas, a cantora tinha acabado de conhecer aquele que seria seu marido por um bom tempo, Sean Penn… ela estava gravando mais um filme, esse que se chama “Who’s That Girl“. Para Madonna, o céu era o limite.

O álbum possui uma sonoridade bem característica dos anos 80, mas o que o torna inovador, por assim dizer, é o fato do disco misturar elementos do Dance Pop com o Rock. True Blue tem marcações de contra-baixo bem presentes em todas as faixas, até mesmo nas baladas românticas. O álbum ainda possui ótimos samples e solos de baixo e guitarra.Resultado de imagemMadonna iria chamar seu álbum de “Live To Tell“, uma das faixas presentes no disco, mas resolveu deixar como “True Blue” mesmo, talvez para criar uma identidade visual mais marcante.

O disco, como o nome do post sugere, possui composições românticas, fofas e divertidas, mas também fala sobre coisas sérias, como a gravidez na adolescência. Madonna o compôs quando estava apaixonada, e isso é bem nítido quando ouvimos a faixa título do disco, essa que descreve aquele sentimento inconfundível de quando se está amando.

“Eu já tive outros caras
Eu olhei dentro dos olhos deles
Mas nunca tinha encontrado o amor antes
Até você entrar pela minha porta” – True Blue

Imagem relacionada

Por incrível que pareça, eu adoro todas as faixas do disco, mas minha composições favoritas são:

Papa Don’t Preach, que aborda um tema que é tabu até hoje, no caso, a gravidez na adolescência. A música é narrada em primeira pessoa, por uma garota que implora para que seu pai a entenda e a ajude nesse momento delicado que é a gravidez.

La Isla Bonita, que é a faixa mais performada nas  turnês da cantora. A faixa possui uma sonoridade característica de músicas espanholas e, junto do clipe, conta a história de uma imigrante que sente saudade de sua terra natal, a ilha bonita.

Where’s The Party, que conta a história de uma garota que rala muito na vida, trabalha a semana inteira e nos finais de semana ela só quer festejar, então ela liga pro boy dela, pergunta onde é a festa e vai dançar até libertar sua alma.Imagem relacionadaConsiderações finais: É sem sombra de dúvidas um dos álbuns mais importantes da carreira da cantora, sendo também importante para a história da música pop, uma vez que o disco não é focado em apenas um assunto, mas abrange outros pontos da sociedade.

Madonna se mostrou uma excelente compositora, ótima também em escolher músicas para inserir em seu álbum, como exemplo a faixa “Open Your Heart“, que foi oferecida inicialmente para Cyndi Lauper.

Nota: 5/5.

Ouça:

iTunes

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3 comentários sobre “Crítica: Madonna – True Blue

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