Você Precisa Ouvir: Lil Empire – Petite Meller | Análise & Crítica

Para abrir esse post, quero recitar uma frase que eu mesmo criei: “A música é uma arte da qual não podemos nos distanciarNazario, Gustavo; 2017.

Sempre estou em contato com muitas bandas e cantores novos que surgem, ou que já fazem um certo sucesso, mas eu não os conheço, porém, o ponto é que dificilmente um artista me encanta tanto ao ponto de eu querer ouvir mais e mais sobre. Aconteceu apenas algumas vezes, com a Ariana Grande, Madonna, The Smiths, Florence and The Machine e Fleetwood Mac, e preciso dizer que está acontecendo de novo, desta vez com a jovem Petite Meller, de apenas 23 anos, mas que sabe como usar a arte ao seu favor.Seu álbum, Lil Empire, trás uma mistura fantástica de Dance Pop com Jazz e uma porção de ritmos tribais, remetendo às músicas africanas. O disco todo é bem dançante, cheio de músicas que se encaixariam perfeitamente em uma viagem num cruzeiro, por exemplo, é um trabalho bem descontraído que faz com que você comece a dançar sem nem mesmo perceber. O single de mais visibilidade do disco é “Baby Love“, de 2015.

A voz da cantora é bem suave e muito aguda, mas sem estridências, dando às canções apenas aquilo o que elas precisam, sem se exaltar de mais. Os instrumentos são os padrões do Jazz, além da participação de bongôs e instrumentos de origem tribal. O álbum também possui muita influência eletrônica, essa que combina tudo isso ao doce som dos sintetizadores e teclados, se assemelhando bastante ao Daft Punk em alguns momentos.Imagem relacionadaO disco de Petite mistura os dramas de sua vida pessoal, alguns que ela escreveu em suas viagens, com desejos reprimidos e ansiedades que a cantora possui. Petite mistura a inocência de sua voz e aparência para ousar bastante em suas letras, algumas que são voltadas ao lado sexual e sensual da cantora francesa, um bom exemplo é a faixa “Milk Bath“.

Assim como eu já havia visto antes em outros trabalhos, Petite usa o amor como metáfora para tratar de assuntos que para ela são complexos, como o amadurecimento, que em “Hawaii” é reforçado com um amor secundário que vem até a cantora, mas que ela não sabe como lidar. As vezes é como se Meller estivesse falando com duas pessoas ao mesmo tempo, essa segunda que até então não temos dados, e ela própria, como se tentasse se ensinar a ser melhor. Imagem relacionadaDentre as doze faixas presentes no disco, as minhas três favoritas foram:

America, que fala sobre uma desilusão amorosa que Petite resolveu lidar da forma mais madura o possível, pois já entendeu que não há forma de consertar, mas ao mesmo tempo a música fala sobre novos ares e viagens.

Lil’ Love, que constrói uma relação em momento de teste, onde os dois já não querem mais aquela melosidade toda, querendo testar algo mais selvagem, mais sexual.

Barbaric, que é sobre o medo daquilo que não conhecemos e preferimos não nos aproximar por receio, dando uma ideia de barbaridade como o contrário de civilizado.Resultado de imagem para petite meller lil empireConsiderações finais: É um trabalho bem artístico, que carrega um grande conceito por trás, e é muito importante ressaltar que os vídeo-clipes que a cantora produziu para a divulgação de seus singles são verdadeiras obras cinematográficas, sendo todos em cores pastéis e com figurinos incríveis. Alguns acabaram sendo taxados como “apropriação cultural” por conta de terem sido gravados na África, com dançarinos e crianças negras por fundo, mas quando se trata de arte nunca é só aquilo que nós conseguimos ver em primeiro plano. O disco é, de fato, muito dançante e bem divertido, mas as baladas estão incluídas nesse meio sem aviso prévio, são canções com letras tristes, mas com melodias agitadas. A parte de composição é bem abstrata, pois as letras misturam muitas realidades e fatos em pouquíssimas palavras, mas são bem poéticas em alguns pontos.

Nota: ✪/5.

Ouça:

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