Muita magia envolvida | “Lungs” por Florence + The Machine | Crítica

iuhu

Lungs é o álbum de estréia da banda de Art Rock britânica, Florence + The Machine. Já em seu lançamento, três de julho de 2009, o disco alcançou a segunda posição do UK Albums Chart, ficando atrás apenas de Michael Jackson. Algum tempo depois a banda conseguiu colocar seu álbum na primeira posição dos charts britânicos, além desse ter entrado no Top 10 de vários outros países. Estima-se que “Lungs” tenha vendido em torno de 3.286.646 cópias mundialmente.

Sua sonoridade foi realmente algo diferente para a época, já que estávamos vivenciando o nascimento de Lady Gaga e Katy Perry, além de o Pop estar se tornando o estilo musical oficial dos anos 2010. Florence investiu em algo mais voltado ao Barroco para seu disco, trazendo elementos como a Harpa e o Bandolim para compor suas canções. Eu descreveria “Lungs” como um Folk Rock alternativo, pois este trabalha com diversos estilos musicias bem próximos, como o Country, mas ainda há espaço para colocar um Pop no meio. É um disco muito inteligente.

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Quando o assunto é composição e CONCEITO, Florence se mostra uma verdadeira rainha Indie neste quesito. A vocalista sempre foi bem envolvida com o ocultismo, sempre gostou de estudar bruxaria, etc, e fez questão de inspirar suas canções em tais crenças. O que obviamente não significa que suas músicas são dedicadas a demônios ou coisa do tipo, sempre temos que respeitar as crenças alheias, separando o pessoal do profissional.

O disco é repleto de faixas otimistas, que falam sobre a felicidade, mas de uma forma muito mágica, tratando com naturalidade temas bem complexos, como o medo, espiritualidade, a tristeza, corações partidos, amor, a ferocidade da paixão, entre outros assuntos. Juntando tudo o que temos de “Lungs” até agora, há como perceber nitidamente que esse disco é uma verdadeira obra de arte contemporânea.

Há composições muito engraçadas e um tanto quanto críticas, como “I’m Not Calling You a Liar“, que diz “Não estou te chamando de mentiroso, apenas não minta para mim”. Também temos “Kiss With a Fist“, onde Florence relata um relacionamento meio conturbado, cheio de idas e vindas, com a seguinte frase “você me bateu primeiro, eu te bati depois, você deu um chute, eu dei um soco”.

O carro chefe do disco, o single mais renomado desta era foi “Dog Days Are Over“, que descreve a felicidade com o uso de metáforas. Os “dias de cão” que Florence conta, são nada mais do que a tristeza que está prestes a ser atingida por uma rajada de amor e felicidade.

O álbum também tem seu lado oculto, que fala sobre coisas mais intensas, como a morte, por exemplo. Florence trata com naturalidade e apreciação o fato de morrer. Uma das minhas faixas favoritas de “Lungs” que retrata muito bem isso é “My Boy Builds Coffins“. A faixa fala sobre a morte, essa que vem sem avisar. Um trecho da canção diz “meu amigo constrói caixões” e “ele construiu um para mim também, e em algum desses dias ele construirá um para você”.

Nota: ✪✪/5.

Ouça:

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Between Two Lungs – Link

2 comentários sobre “Muita magia envolvida | “Lungs” por Florence + The Machine | Crítica

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