Leitura Rápida | Sarau Romântico

Muitos que cursaram o ensino médio provavelmente já foram obrigados a promover eventos e fazer trabalhos escolares dentro de sua instituição de ensino com o estilo de um Sarau, que no ambiente escolar é nada mais – nada menos que uma reunião festiva, para cantar/tocar músicas, conversar com seus colegas, apresentar poesias e monólogos – sempre dentro do tema exigido por quem rege esse evento (geralmente professores de português e artes). Trago hoje para vocês – caros leitores um monólogo, que está sem dúvidas num dos temas mais escritos e abordados atualmente O ROMANCE!

Imagem relacionada

(Prólogo)

No final do século 18 Goethe escreveu uma história de um jovem que se apaixona pela noiva de seu melhor amigo. Como não pode realizar esse amor, a vida tornou-se insustentável, levando o personagem ao suicídio. Com isso, o autor apresenta a ideia central do Romantismo: De que a força mais poderosa da vida é o sentimento, e não a razão, porém, essa ideia já esteve presente nas tragédias de William Shakespeare alguns séculos antes, o clássico Romeu e Julieta nos apresenta o arquétipo incansavelmente reproduzido até nos dias de hoje nas novelas e nos livros do “amor impossível” com os ingredientes de melancolia, saudosismo, idealização, sofrimento profundo e desilusão, tais obstinações levam as personagens a um desfecho trágico vendo como única alternativa a fuga da realidade e obsessão pela morte como “solução para os sofrimentos”

Entretanto com a aparente banalização dos sentimentos na atualidade, relacionamentos que se solvem e se dissolvem entre um e outro final de semana, essa, seria a atual geração “romântica” ? Quantas vezes você tem observado a mudança rápida e passageira de status de relacionamento de seus amigos na rede social ? Após um final de semana aparece repentinamente a informação que alguém “está em um relacionamento sério”, poucos dias depois surge na sua linha do tempo que a mesma pessoa mudou o status para “solteiro”, e dentro de poucos dias novas mudanças aparecerão revezando-se entre “relacionamentos sérios” e “solteirices”, afinal isso é um reflexo da busca incessante pela magia do amor, ou do quanto temos nos tornado fugazes?

romancenovelcur

A nossa geração é romântica? Sofrer por amor pode ser considerado nobre? Estariam ainda dispostas as pessoas a repararem suas falhas a fim de consertar o que não está dando certo nos seus relacionamentos, ou é mais fácil partir para outra?
Fidelidade ainda pode ser considerada uma qualidade?

Somos os responsáveis por vulgarizar nossos sentimentos, ou é uma característica da humanidade a insistente busca da felicidade no outro?
Poucas pessoas sabem, mas na história de William Shakespeare, há uma breve citação da personagem Rosalina, pretendida de Romeu antes que surgisse Julieta na história. Seria essa talvez uma pista de que não é de hoje que homens e mulheres buscam “sem vergonha e sem juízo o amor em outro? Pois pensam que esse outro seja o paraíso?
Românticos seriam hoje populares, que se encontram pelos bares, que passam a noite em claro, conhecem o gosto raro de amar sem medo de outra desilusão ??
Românticos, é uma espécie em extinção” ?

Post colaborativo com: Elísio Müzel

Tem alguma sugestão ? Entre em contato com a gente por meio da nossa página do FacebookSaga Das Musicas

Anexo: Se você segue o nosso blog e quer divulgar o seu trabalho ou nos contactar, mande mensagem em nosso e-mail: didasilva123@hotmail.com ! Analisaremos com carinho o seu conteúdo.

Comenta ai :]

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.