Tudo tem seu lado oculto | The Neighbourhood – The Neighbourhood (Álbum – 2018) | Crítica

the neighbourhood - tnbhFinalmente foi lançado o tão esperado disco auto intitulado, da banda The Neighbourhood. Esse foi disponibilizado pelas plataformas de stream durante a madrugada de hoje, dia 09 de março. O disco leva o selo “Columbia Records” e vem com doze faixas. Foi produzido por Benny Blanco, Dylan Brady, Frank Dukes, Jon Bates, Lars Stalfors,Lewis Hughes & Tony DeMatteo.

A banda resolveu investir em uma identidade musical um pouco diferente dessa vez. O disco tem fortes influências do Rap Lo-Fi, ainda com o Rock Alternativo como gênero base, porém este é mais “Pop” do que a esmagadora maioria de seus outros trabalhos. A mudança de estilo já é notada na primeira faixa, “Flowers“, que possui características do Synthpop dos anos 80. Aliás, esse álbum, em sua grande maioria, tem uma pegada bem nostálgica em relação aos estilos musicais de décadas passadas.

Cada faixa tem uma identidade bem única, fugindo um pouco da “padronização musical” que estamos acostumados a ouvir nos álbuns de Ed Sheeran ou Shawn Mendes, por exemplo. The Neighbourhood experimenta bastante e usa de muitos artifícios para que cada faixa seja igualmente única, sem criar um padrãozinho para o álbum todo.

Aqui há uma mistura de seus trabalhos recentes, como os EP’s “Hard” e “To Imagine“, foram escolhidas algumas de suas faixas para serem introduzidas no disco, como “Scary Love” e “You Get Me So High“, mas ainda possui seis faixas inéditas na versão normal.

O álbum é divido entre canções que falam sobre cansaço mental e problemas pessoais para com a sociedade, e relacionamentos conturbados (e até mesmo traições) que usam de metáforas e duplos (ou triplos) sentidos para descrever sua desconfortabilidade com a mídia e com assuntos cotidianos, como situações que prendem sua liberdade e sua privacidade.

Ao que eu consegui entender, a banda tenta construir uma narrativa em que temos um casal como personagens principais. No início a relação parece saudável, como conseguimos ver em “Scary Love“, onde consta a frase “Ninguém jamais se importou comigo, tanto quanto você se importa“. Em “Revenge” o relacionamento já está desgastado, pois houve uma traição. A faixa fala sobre vingança, talvez na mesma moeda.

Também há uma grande discussão por trás da maioria das canções, que usam de metáforas para falar da mídia atual e do governo. Cada uma delas tem uma mensagem política por trás. Jesse fala muito sobre a cobrança que eles estão recebendo por parte de seu público.

Na composição das letras foram usados quatorze compositores: Benny Blanco, Brandon Fried,David Andrew Sitek, Dylan Brady,Evan Bogart, Jeremiah Freedman,Jeremy Freedman, Jesse Rutherford, Jesse Saint John, Lars Stalfors, Matthew Schwartz,Michael Margott, Rick Nowels,Sarah Hudson, Tony DeMatteo & Zach Abels.Resultado de imagem para the neighbourhood the neighbourhood albumÉ, sem sombra de dúvidas, um dos melhores discos da banda até o presente momento. Este não é tão sexual quanto os outros, mas consegue repetir a fórmula de Paramore e criar um clima agridoce com melodias que atiram para um lado, junto de composições que nadam rumo ao oposto.

O álbum é sim experimental, e deu mais do que certo, porém essa fusão de EP’s com singles e faixas inéditas foi meio “What?”. Não haveria a necessidade de uma versão deluxe se a banda simplesmente tivesse incluído as músicas novas, ao invés de fisgar as faixas de seus projetos anteriores.

Também não achei vantajoso o uso intensivo de metáforas em 99% do disco. Cada música carrega uma super mensagem oculta, colocando uma narrativa em primeiro plano. Isso poderia ser resolvido com o simples ato de escancarar a opinião geral dos membros da banda, ao invés de criar historinhas para falar o que eles pensam dos meios de comunicação e do governo.

Nota:  ✪✪/5.

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2 comentários sobre “Tudo tem seu lado oculto | The Neighbourhood – The Neighbourhood (Álbum – 2018) | Crítica

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