Crítica | Eu Não Sou Um Homem Fácil | O filme feminista da Netflix

Resultado de imagem para não sou um homem fácil filmeLonga-metragem francês dirigido por Éléonore Pourriat está fazendo certo sucesso entre ativistas e leigos. O filme estrelado por Marie Sophie, e Vincent Elbaz, inverte papéis sem fazer discurso algum, apenas mostra o contrário das coisas e choca.


‘Não Sou Um Homem Fácil’ conta a história de Damien, um machista daqueles bem escancarados mesmo. Ele suaviza estupro, assedia mulheres na rua, encobre a traição do amigo, etc. A história muda, já no início mesmo, quando Damien bate com a cabeça em um poste e acorda em um mundo virado de cabeça pra baixo, onde o que predomina não é o machismo e nem o feminismo, mas uma espécie de femismo suavizado. As mulheres que mandam nesta nova França! A figura masculina é reduzida à mesma posição que nossas mulheres se encontram hoje em dia, caladas e sem poder algum. Só resta ao nosso protagonista se adaptar à esta realidade.Resultado de imagem para não sou um homem fácil filmeÉ realmente incrível o fato deste roteiro conseguir inverter os papéis sociais de forma direta, sem forçar nenhuma barra, e ainda conseguir soar ridículo. São situações engraçadas de se imaginar, essas que o filme trás encorpadas, e quando as assistimos soa engraçado. Talvez pelo fato de serem homens em situações ridículas e constrangedoras, situações essas que as mulheres passam todos os dias, todas as semanas, meses, enfim.

Os personagens são muito bem construídos e bem flexíveis. Todos que aparecem durante a história estão fadados a mudar de papel, e quando acontece a mudança, estes se dão muito bem. Todos se viram de forma natural com o roteiro e conseguem ser alívios cômicos para a trama, que trata de um assunto delicado.

O fato é que o filme não cria nenhuma situação, apenas as repete, mas com a figura masculina em seu protagonismo. Há diversos cenários no longa, e em cada um deles há espaço para o machismo, que aqui é tratado de forma natural. Já o feminismo é invertido para o “masculismo”, que é ridicularizado de qualquer forma. De fato, quando assistimos ao filme, não conseguimos pensar em homens nas situações em que Damien se encontra, só há como entendê-las quando imaginamos uma mulher em seu lugar. 

O longa só peca no fato de não explicar bem o motivo desta sociedade ser como ela é. Também não mostra os outros países e como eles se desenvolvem a partir deste modelo social, além de ter um final um tanto quanto abstrato. É sim um dos melhores filmes de 2018, e há a necessidade de uma divulgação mais forte sobre a história.

Nota: ✪/10.

Assista ao trailer:

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