Crítica: CHVRCHES – Love Is Dead (É pop, agressivo e vulnerável)

CHVRCHES-Love-Is-Dead-artNesta sexta-feira (25), como já estava prometido, a banda de Synthpop escocesa lançou sua mais nova obra de arte, esta chamada “Love Is Dead”. O disco, produzido por Greg Kurstin, tem forte influência do Pop music, de forma intensiva, e está ganhando o coração da crítica.


Love Is Dead’ conta com treze faixas de puro Synthpop, dando muita enfase na parte do popular. Houve um grande investimento criativo na parte de mudança de estilo, se comparado com os outros dois álbuns em estúdio da banda. Lembrando que esse é o primeiro disco que a banda produz com a ajuda de um produtor e uma gravadora. Os anteriores são independentes.

Quando decidida a mudança de estilo, os membros da CHVRCHES não pouparam esforços para investir tempo e criatividade na composição do disco. Foi dito em entrevista que este soaria muito Pop, mas de maneira agressiva e, em alguns momentos, vulnerável. Segundo a vocalista não se deve fazer as coisas pela metade. Ou é muito, ou não é.

As músicas, aqui presentes, provam muito desta declaração. Todas trazem uma grande carga do lado eletrônico da banda, trazendo um sentimentalismo em excesso, esse transmitido muito bem por suas melodias. Não há como descrever uma música sintetizada, por conta da quantidade de loopings e da crescência constante que essas trazem. Mas uma coisa é certa: este definitivamente não é um álbum 50%.

Há um verdadeiro estudo por trás de cada faixa, fazendo com que todas tenham a mesma linha melódica, sem soarem iguais em momento algum. Assim não tem muito daquela diferença de estilo dentro do disco. Todas as canções tem um arranjo muito pesado, dando força ao que é dito nas letras. Este ainda conta com influências oitentistas.

Leia também: O vazio vai continuar! | My Enemy (Feat. Matt Berninger) – CHVRCHES | AnáliseImagem relacionadaFalando um pouco sobre as letras. O assunto do álbum já é bem nítido só pelo título “O Amor Está Morto”. Lauren entrou muito bem na personagem e intensificou todo o assunto em suas letras. Grande parte das composições é sobre relacionamentos. Várias fazes de um relacionamento, que passa de feliz a conturbado de forma bem rápida.

Não se sabe se é o mesmo relacionamento, mas existem diversos problemas de comunicação, presença e abuso, o que caracteriza a famosa liquidez (e aqui temos o conceito do álbum). Muitas destas músicas tem mensagens metafóricas por trás, abordando a sociedade e o sentimentalismo fraco. As composições tem cargas artísticas e poéticas bem fortes e exuberantes.

Algumas das letras tem seu objetivo mais centrado. Como “Heaven/Hell” que compara sua posição social em um jogo de “expectativa X realidade”, dizendo que nem sempre é bom estar exposto. Também fala um pouco sobre a sociedade conectada, porém pouco informada, que temos hoje em dia. Algumas das músicas também mandam ótimas mensagens de empoderamento, um bom exemplo é “Get Out“.

Eu diria que a banda tentou criar um disco de “pop consciente”, fugindo um pouco dos padrões do estilo, que tem a fama de funcionar com canções fúteis. Há toda a parte instrumental, que agrada os ouvidos de qualquer pessoa, mas ainda possui grandes letras por trás. Funciona muito bem na prática.

Nota: 4,5/5.

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