Crítica | Shawn Mendes (Álbum) | O divisor de águas

d37ef-30855262_854849041367013_8422499453788749824_nO popstar canadense, que está virando um verdadeiro monstro da industria musical, lançou nesta sexta-feira (25) seu mais novo disco, este autointitulado. Disco esse que serve como passagem para seu amadurecimento musical. A obra conta com as participações de “Khalid” e “Julia Michaels“.

Shawn Mendes‘ entra para a discografia do cantor, sendo o seu terceiro álbum em estúdio. Sua produção é assinada por Joel Little, John Mayer, Louis Bell, Nate Mercereau, Ryan Tedder, Shawn Mendes, Teddy Geiger, Zach Skelton & Zubin Thakkar. Este possui quatorze faixas de R&B, Rock, Soul, Folk e experimentalismo.


Segundo o próprio cantor, seu disco veio ao mundo para que ele pudesse se auto-explorar musicalmente. “Estou orgulhoso do fato de que você pode escutar o topo deste álbum e ouvir um hino de rock, e depois, no meio do caminho, você está em algum tipo de jam lento e maluco de R&B” – disse Shawn em entrevista para a The Recording Academy.

Mendes não mentiu! O disco todo é uma grande mistura, bem homogênea, de vários estilos musicais diferentes. Há faixas bem pesadas que remetem ao Rock, balas intensas de R&B, até mesmo o bom e velho funk está presente na obra de Shawn Mendes. Estes estilos possuem uma mesma linha instrumental, o que nos dá uma boa sensação de trabalho cumprido e boa continualidade musical.

Além desta grande inovação em suas músicas, o cantor também está nítidamente mais evoluído. Não é mais aquele garoto colegial de treze anos cantando sobre adolescentes festeiros, tampouco é o chatão que escreve músicas sobre corações partidos. Entretanto, ainda que tenha saído de toda a bad que os jovens insistem em passar, Mendes não deixou de escrever e assinar canções com tema infantilizado.

Um bom exemplo é a faixa “Particular Taste“. O cantor descreve uma garota com características bem peculiares, em seu ponto de vista. E então entra naquele velho consenso de que as meninas difíceis são as que mais valem a pena, pois o cantor, ou o personagem dentro da letra, se vê obcecado por ela.

É como um trabalho meio a meio. O disco é cheio de baladas, românticas ou não. Ainda sim é algo menos viceral. Menos piegas do que seus discos anteriores. Mendes trás seus sentimentos à tona de maneira mais madura.

Suas músicas soam de forma igual, poeticamente falando. As letras possuem uma mesma linha de raciocínio, ainda que muito bem compostas. Vale lembrar que cada música possui no mínimo dez compositores, com o nome de Shawn escondido entre eles. O forte deste disco é realmente a parte instrumental.

Leia também: Inseguranças | Shawn Mendes – In My Blood | Crítica

Nota do crítico: ✪/5.

Ouça:

Download:iTunes

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