“Madonna” (Álbum) | O início da revolução musical | Crítica

Madonna saga das musicas

Há 35 anos Madonna andava pelas ruas de New York com sua fita demo de “Everybody”, esta que seria seu primeiro sucesso comercial. A “Warner Bros Records” se interessou por seu trabalho e decidiu confiar em seu carisma. A frase “She works hard for the money” nunca fez tanto sentido.


Madonna resolveu investir em sua carreira solo após sair da banda “Breakfast Club”, onde era instrumentista e vocalista. Seu primeiro disco leva seu nome e seu rosto. Ela estava mostrando ao mundo quem realmente era e deixando o seu nome bem claro, até de cabeça para baixo.

Seu disco não conta com nenhuma balada, sendo um trabalho voltado 110% para as pistas de dança e boates gays da época. A música estava saindo um pouco da era “Disco”, ingressando em outro tipo de Dance music. O Rock estava muito em alta naquela época, e Madonna surgiu com um estilo totalmente novo de Pop.

A cantora sempre esteve trabalhando com produtores diferentes e não muito conhecidos, desde seu primeiro álbum. Isso torna cada trabalho seu, único. Sem nenhuma sonoridade parecida. Os produtores deste disco em questão são John “Jellybean” Benitez, Mark Kamins e Reggie Lucas.

Para não fugir muito da música popular da época, Madonna investiu um pouco no Rock’n’Roll para construir seus instrumentais, tornando-o um disco bem acessível a todos os públicos. Os instrumentos usados aqui não o piano acústico, violão, baixo, percussão e sintetizador.

É um disco de oito faixas que possui cinco singles. Logo percebemos que a cantora investiu muito em seu debut, para que este fosse inesquecível. Entre essas canções mais divulgadas temos “Holiday” que virou um hino oficial na carreira de Madonna, principalmente em suas turnês quando a cantora usava a música para encerrar seus shows. Sua letra fala sobre tirar um dia de folga do mundo e se divertir.

Também tem “Borderline” que foi a sua música que explodiu de verdade. Seu vídeo-clipe foi o mais bem produzido dessa era, pois trazia uma historinha de plano de fundo, ao invés de uma coreografia em uma parede branca.

Suas letras em grande maioria são sobre relacionamento. Ou sobre se relacionar com alguém só por prazer sexual, ou se apaixonar e ver o companheiro como um astro. Ou sobre enlouquecer de amor. Mas as letras servem apenas de plano de fundo para as melodias.

Dentre as oito faixas, minhas favoritas são “Lucky Star”, que é uma canção bem fofa e sentimental. Quase que uma balada, mas não é. E o hino injustiçado “Think Of Me”, que ninguém lembra muito e nunca foi cantada ao vivo.

Confira:

É uma era muito boa na carreira de Madonna, levando em conta que esta era bem nova na época e bem imatura, segundo a mesma. A escolha de singles é boa, mas seus clipes são simples até de mais. Para um debut, fica até estranho o fato deste não ter nenhuma balada, mas olhando hoje para o passado, até que foi uma atitude inovadora.

Nota: 4,8/5.

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