Crítica: Carly Rae Jepsen – Emotion: Side B

Imagem relacionadaNesse mês, há quase dois anos, a versão extendida de “E.MO.TION” era finalmente lançada ao mundo. Carly Rae Jepsen não obteve os números que esperava com o lançamento de seu disco, mas seguiu confiante e ainda presenteou seus fãs com um “EP” que contem faixas que não entraram na versão final de seu álbum de 2015.

Leia mais: Você Precisa Ouvir: E.MO.TION – Carly Rae Jepsen


Carly começou no Folk, lá em 2008 com “Tug of War”, e em 2012 migrou drasticamente para o Dance Music, fazendo muito sucesso com o single “Call Me Maybe”. A cantora notou que seu desempenho na música popular era notável, e então lançou seu terceiro álbum, não tão notado, “E.MO.TION”, que foi um verdadeiro sucesso em críticas, mas um fracasso comercial.

‘Emotion Side B’, como o próprio nome sugere, é a continuação de seu terceiro álbum, contendo canções que não entraram nem na versão deluxe do mesmo. Este possui um marketing quase inexistente, já que não houve tanta divulgação do mesmo, não há clipes e de primeiro olhar parece um EP de remixes.

Em sua primeira semana o download foi gratuito e este conseguiu, ainda que sem nenhuma forma de marketing, bombar mais que seu álbum. O EP possui até uma edição japonesa, que vem com uma faixa a mais chamada “Cut To The Feeling”, o que soma um total de 9 faixas (logo não é um EP, né meu bem).Resultado de imagem para Carly Rae Jepsen Emotion: Side BO “Side B” em seu nome não é atoa. Sua sonoridade é bem próxima do Disco e do Dance Music de 2009, mas ainda consegue fazer várias referências às músicas dos anos 80. Há todo momento você consegue sentir Madonna, Cyndi Lauper e Cher brilhando como fontes de inspiração.

Por este lado o EP consegue se assemelhar com o álbum, tendo a mesma linha instrumental que é composta por sintetizadores, dando àquele toque atemporal de música Pop chiclete.

Este é aberto com “First Time”, que é introduzida por um barulho de fita sendo colocada no aparelho de som, que simboliza a viagem no tempo que estamos prestes a vivenciar. Esta lembra muito “Where’s The Party”, de Madonna. Sua letra descreve um relacionamento que já acabou, mas que ainda resta uma chama que pode se reacender, como se fosse a primeira vez.Imagem relacionadaDentro das composições, Carly fala um pouco sobre sua vida amorosa e emocional. Em “Higher”, por exemplo, ela comenta sobre como é difícil se relacionar e manter um namoro tendo uma rotina corrida como a sua. Já em “The One” a cantora fala sobre estar sendo pressionada de mais por alguém que ela nem tem nada sério, alegando que não quer um relacionamento e que só quer se divertir.

O disco ainda fala sobre amor não correspondido, e tem outras faixas com teor mais sexual, mas este um pouco mais camuflado.

O resultado final é surpreendente, já que este não teve a real intenção de hitar e ser um ícone da cultura Pop, e mesmo assim conseguiu ganhar o carinho dos fãs e se tornou um dos maiores sucessos da cantora, não em vendas, mas no emocional. É um trabalho sincero e inocente, que carrega qualidade em sua parte instrumental e em suas letras, agradando gregos e troianos. Mas faz tanta falta um clipezinho.

Nota: 4,9/5.

Ouça:

Download:

iTunes

Link.

Um comentário sobre “Crítica: Carly Rae Jepsen – Emotion: Side B

Comenta ai :]

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.