Crítica: Troye Sivan – “Bloom”

troye sivan bloom saga das musicasA poc mais famosa do século 21 lançou, finalmente, seu mais novo trabalho intitulado “Bloom” na madrugada do dia 31 do mês de Agosto. Seu título sugere o ato de florescer,  desabrochar, ou seja, um novo recomeço. O álbum conta com a produção de Alex Hope, Ariel Rechtshaid, Bram Inscore, Jeff Kleinman, Michael Uzowuru, Oscar Holter e OZGO.


A começar por sua identidade musical, temos um álbum todo voltado ao Pop em si, quase um synthpop, com poucas influências do Dance. Seus arranjos são compostos por sintetizadores, piano, guitarra elétrica, violão, baixo e baterias. Ou seja, é mainstream, mas com um som mais segmentado.

Seus vocais não são desafiadores, apenas o suficiente para preencher a altura da música. As faixas tendem a ter um bom climax, principalmente quando entram no refrão e antes da última estrofe, geralmente onde o instrumental cresce.

Troye e muitos outros cantores em alta hoje estão usando da fórmula “Fake Happy” que o Paramore inventou. Nós temos músicas com melodias bem animadas, ou no mínimo contagiantes, com letras controversas e em alguns momentos um tanto quanto melancólicas. Isso não anula as baladas, que além de terem composições piegas por trás, possuem arranjos tristes, principalmente as que são seguidas por piano e violão. troye-sivanDentro de dez faixas, com quatorze compositores, Troye nos conta pequenas histórias sobre sua personalidade e sobre sua vida. É muito de se admirar um cantor LGBT expondo fatos não tão convencionais sobre sua si mesmo. Um bom exemplo é canção de abertura, “Seventeen”, onde o cantor fala sobre perder a virgindade com alguém mais velho em um ato desesperado.

Troye também fala um pouco sobre seu lado sexual em “Bloom”, que é sobre sexo anal. Claramente escolhida para que parte de seu público, formado também por LGBT’s, se sintam de “representados” de certa forma. Algo interessante, se pensarmos que o sexo hetero é explícito dentro de outros meios musicais.

Além dessas fatídicas letras, em paralelo ainda há uma história de amor acontecendo. Contada de trás para frente, Troye conversa sobre uma experiência amorosa que teve, no qual ele pensou que duraria para sempre, mas como dizia Renato Russo “O para sempre, sempre acaba”. Um bom exemplo é “What A Heavenly Way To Die”, inspirada na banda “The Smiths”, que fala sobre o ápice de seu amor.

Considerações finais: Por mais que tenham tantos nomes envolvidos na produção, algumas faixas ainda parecem demos não finalizadas, como “My My My!”, onde a voz de Sivan simplesmente não se encaixa com o tom do instrumental. No geral as músicas são realmente boas, está dentro do popular, mas sem perder a originalidade. Suas letras são geniais e muito corajosas, algumas repetitivas, mas bem inovadoras. Analisando bem, é nítido que esse álbum fala sobre um padrão de vida homossexual, com experiências que gays passaram ou irão passar.

É notável a importância de Troye Sivan dentro da sociedade que vivemos hoje, e que venham outros!

Nota: 4,1/5.

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