“Super Drags” | Animação de Comédia Adulta da Netflix | Crítica


Netflix faz história ao retratar a vida de Drags heroínas com muito humor

Após muitas críticas vindas de protestantes religiosos e da família tradicional, Netflix finalmente lança a sua mais nova série animada de comédia. ‘Super Drags’ é uma animação adulta original da plataforma e foi criada por Anderson Mahanski, Fernando Mendonça e Paulo Lescaut.

As vozes originais são de Pabllo Vittar, Sylvia Salustti, Silvetty Montilla, Suzy Brasil, Guilherme Briggs, Rapha Vélez, Fernando Mendonça, Wagner Follare e Sérgio Cantú.

O desenho se passa em uma cidade brasileira fictícia e acompanha o dia a dia de três amigos, Patrick (Lemon), Ralph (Safira) e Donizete (Scarlet), que trabalham em uma loja de departamento, que trabalham atuam periodicamente como super heroínas, pois se transformam em drags super poderosas e lutam contra qualquer tipo de ameaça ao mundo e principalmente à comunidade LGBT.

As vozes originais são ótimas e caracterizam muito bem as personagens, que são muito engraçadas e divertidas, principalmente a do Ralph que é super cômica, uma vez que a voz dele é aguda, mas sua fisionomia é a de um cara todo malhado e grandão. Pabllo Vittar também foi uma das participações mais surpreendentes, já que é a primeira vez que a cantora trabalha com dublagem, e o resultado é surpreendente. 

O formato da série é bem interessante. Seus episódios são curtos e poucos. São ao todo cinco episódios, cada um tem em torno de 25 minutos, ou seja é bem rapidinha e bem fácil de assistir. 

É uma animação que trabalha única e exclusivamente com a comédia, mas sua intenção é mostrar ao público os perrengues que a comunidade LGBT enfrente externa e internamente, tanto com o preconceito vivido diariamente, quanto pelo padrão de beleza que exclui uns e agrega os outros. 

Ao longo dos episódios consegui assimilar alguns personagens à figuras populares de nossa cultura. O pastor representa, obviamente, os líderes religiosos, mas também pode representar alguns políticos. Elza é a representação dos artistas que vivem do pink money. A jornalista homofóbica é a cara de uma funcionária de uma das emissoras de televisão mais influentes do Brasil. E a senhorinha que aparece nos últimos episódios é muito parecida com a Hebe Camargo. 

O que não gostei na série é o fato de todo o seu humor estar envolvido diretamente com a promiscuidade. Não que ela seja horrível por isso, mas as únicas piadas que são realmente bem elaboradas tem a ver ou com pênis ou com o orifício anal de alguém, algo a se trabalhar na segunda temporada.

Os vilões são um tanto quanto fracos e mal explorados, assim como os poderes das drags que são muito limitados. Temos dois antagonistas aparentes, o pastor da igreja do gozo (uma piada um pouco não-oportuna na situação atual) e a Elza. Enquanto um quer acabar com os LGBT’s, os transformando em heteros, a outra que viver deles de forma a se alimentar de sua força vital, chamada Highlight -nos remetendo, talvez, a pauta do “pink money”.

Nota: 7,5/10.

Assista ao trailer: 

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