American Horror Story – Apocalypse | Crítica

Ryan Murphy e Brad Falchuk tentam agradar os fãs das primeiras gerações e deixam um pouco a desejar.

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A oitava temporada da série de horror mais famosa mundialmente já terminou e contou com apenas dez episódios. Exibida pela FX, American Horror Story Apolalypse teve as atuações desse maravilhoso elenco que todos nós já conhecemos, com direito à Sarah Paulson, Jessica Lange e Evan Peters.

A oitava temporada nos conta a antiga história, mostrada até na bíblia, do apocalipse. Michael Langdon é o anticristo que veio marcar o fim da raça humana, utilizando de bombas nucleares para seu sucesso. Os poucos sobreviventes tem de se proteger em abrigos abaixo do solo, para que possam preservar suas vidas ao máximo. Dentro de um desses locais conhecemos as mais diversas personalidades, que em meio a tantos desastres ainda tem de lidar com acontecimentos estranhos e o comportamento severo da supervisora do abrigo.

De início a história é bem interessante, mas um tanto quanto fraca. Os mesmos personagens dentro de um ambiente que quase nunca muda, com uma palheta de cor um pouco sombria, nos dá uma sensação claustrofóbica, tanto que quando aparece qualquer flashback o episódio simplesmente fica mais interessante. 

O problema é que conforme a história se desenvolve, a série vira um grande flashback, mostrando infinitamente tudo o que aconteceu para que finalmente chegássemos ao fim do mundo. 

As histórias se cruzam de forma muito interessante, mostrando que na verdade, a primeira, a terceira e a quinta temporada se passam no mesmo universo. Logo uma maneira de trazer os antigos fãs de volta. De fato é muito inteligente a ligação que foi feita, mas são criados tantos personagens e tantos cenários, que no final parece que nenhum deles é de fato importante. Quase como uma novela, só que com pouco tempo para ser desenvolvida e muitos pontos e personagens a serem explorados.

Depois de tantas explicações, esperávamos que o final fosse pelo menos satisfatório. Os 10 episódios não foram suficientes para explorar o real potencial que essa temporada tinha. O último capítulo corre tanto, que utiliza de muitos fatores mágicos para ser explicado, misturando um milhão de pretextos religiosos para dar um fim para essa história.

As atuações são ok, nenhuma digna de um óscar. Os destaques vão para Emma Roberts, Kathy Bates, Jessica Lange e Frances Conroy que dão uma surra de interpretação em qualquer outro. Leslie Grossman é realmente o ponto baixo da série. Sua atuação é de uma mulher mesquinha e chata, o que dá um pouco certo, mas quando tenta interpretar uma moça mais humilde, acaba passando uma sensação de falsa modéstia. 

A trilha sonora é muito boa, com direito a Stivie Nicks cantando Gypsy e Fleetwood Mac tocando na jukebox. 

Nota: 6,5/10.

Assista ao trailer:

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