“Origins (Deluxe)” | O 4º Álbum do Imagine Dragons | Análise

Imagine Dragons sempre foi conhecida por manter seus hits no topo das paradas e faz isso desde seu primeiro álbum “Night Visions” lançado em 2012 e que debutou em 2° na Billboard 200. A banda liderada por Dan Reynolds também ganhou o status de “Grupo mais ouvido no mundo” neste ano de 2018 no serviço de Streaming Spotify. Com todo esse sucesso na indústria musical o conjunto lançou em novembro seu novo trabalho “Origins” com 15 faixas e quase 1 hora de duração.

“Origins” é considerado um álbum-irmão do disco anterior (Evolve) possuindo características bem semelhantes a ele mas que neste novo, decidiram experimentar outros gêneros e novos formatos (rock, folk, alternativo, pitadas de R&B, pop, eletrônico e as batidas sintéticas)

O primeiro single do álbum “Natural” se encaixa muito bem em Evolve mas ao dar sequência já percebemos pequenas mudanças. Nas três primeiras faixas “Natural”, “Boomerang” e “Machine” temos o mais convencional da banda: faixas Mainstream porém com letras produzidas e profundas, sempre trazendo alguma crítica social e/ou política.

“Cool Out” em seguida é mais leve, ainda que a presença de sintetizadores aconteça desde a primeira faixa aqui dão outra cara a eles. A letra expressa um casal que não está na mesma sintonia, e um deles decide dizer isso ao outro [So just, cool out, ‘cause, baby I don’t think I’m the one for you/ Então apenas se acalme, porque eu não acho que sou a pessoa certa pra você]. Lembra muito o estilo da banda inglesa Coldplay.

Outra característica marcante no álbum foi a presença de um Dan Reynolds mais vulnerável em suas letras. Diversos momentos temos referências a infância de Dan em “Zero” (single presente no filme Wifi Ralph: Quebrando a Internet) e aos amores passados e seus sentimentos em “Bad Liar”, “West Coast” esta com uma pegada folk e completamente diferente de todas as outras faixas.

“Digital” com um rock pesado funciona como um grito dos desejos para o futuro. “Stuck” e “Love” são um desabafo de um coração partido e confuso. E as últimas três faixas fecham os desabafos profundos e desalinhados mas que trazem a realidade da sociedade atual e claro, de todo o grupo.

Imagine Dragons mantém suas raízes mas está procurando outros caminhos para progredir em sua discografia e o quarto álbum foi o momento de fazerem o teste e que felizmente não caiu na “Maldição do 4º Álbum”.

Ouça

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