A nova She-Ra (A Princesa do Poder) convence? | Crítica

A nova animação original Netflix prova que uma história bem desenvolvida é muito melhor que personagens (hiper)sexualizadas

Após ser anunciado o reboot da série dos anos 80, She-ra, alguns marmanjos começaram a reclamar sobre ter sua infância estragada, por conta da nova animação da princesa. Desta vez em uma versão um pouco mais jovem, e mais coberta. Os fetichistas afirmaram que a Netflix estaria estragando suas infâncias por conta da nova She-ra não ser mais tão sexualizada, uma vez que é um desenho infantil. Foi então que me interessei em assistir o desenho e vou lhes contar minhas impressões.

A história da nova She-ra começa em um local um tanto quanto assustador e nada apropriado para princesas. Adora é uma agente que foi friamente treinada desde pequena por uma instituição chamada Horda. Órfã, foi lá que ela fez seus primeiros laços de amizade, e não sabendo muito sobre o mundo à fora, Adora foi criada para odiar princesas, até descobrir que é uma. É então que ela tem de decidir seu novo caminho, acompanhada de novos amigos.

Sobre a animação em si, só tenho elogios. A produção ficou nas mãos da DreamWorks. São muitas cores e personagens muito bem desenhados. Não é o tipo de animação digna de óscar, mas é visualmente bonita, sem muitos detalhes, mas tem um toque de originalidade.

A dublagem é simplesmente incrível. As vozes realmente se encaixam muito bem nos personagens e os características únicas. A voz original de She-ra é da atriz Aimee Carrero.

A série mantém os personagens da animação dos anos 80, mas os dá outras personalidades e outras características. Explica um pouco mais os conflitos entre She-ra e os vilões, dando uma explicação para o que está acontecendo, e mantendo o mesmo foco do início ao fim, ao invés de contar uma história completamente diferente por episódio.

No roteiro há diversas sacadas rápidas e piadas atuais, para familiarizar o seu público alvo.

A história é interessante e consegue prender o telespectador do início ao fim, criando expectativa para o próximo episódio. Os personagens são muito bem desenvolvidos, uns mais que os outros. No final a mensagem que o desenho tenta passar é que juntos somos mais fortes, e que precisamos começar a fazer as coisas por nós mesmos, ao invés de deixar tudo nas mãos de outra pessoa.

Seu ponto fraco são os poucos episódios, fazendo com que a história tenha que correr em alguns momentos. Alguns personagens cometem atos completamente inesperados, que são importantes para o desenvolvimento do roteiro, mas que não fazem muito sentido. Mas no final consegue ser bem melhor que sua primeira versão.

Nota: 8,5/10.

Assista ao trailer:

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