“FROOT” | O confessionário de Marina & The Diamonds | Crítica

Após criar metáforas em “Electra Heart”, Marina tenta ser um pouco mais honesta consigo mesma e com seus fãs

Marina, que antes era “& The Diamonds” , tentava subir na escada da fama usando de artifícios musicalmente populares, com músicas Dance-Pop, refrões chiclete, uma aparência bem plastificada e etc. Depois de sua era “Electra Heart”, onde a cantora criou uma trágica história sobre uma jovem mulher que não era amada por seu marido, mas tinha de fingir estar feliz o tempo todo, Marina resolveu falar um pouco mais sobre si mesma, sem metáforas ou arquétipos.

Leia: Marina And The Diamonds – “Electra Heart” | Crítica

FROOT é seu terceiro álbum em estúdio, produzido por ela mesma e por
David Kosten. O disco foi lançado em 2015, no mês de Março, e contou com cinco single: “Froot”, “Happy”, “I’m a Ruin”, “Forget” e “Blue”.

Após realizar um trabalho Dance-Pop com muitas influências da música eletrônica, Marina resolveu trazer uma sonoridade bem oitentista, com a forte presença do sintetizador. Diferente de seu segundo álbum, “Froot” utiliza essas referências do Pop de um jeito mais suave, de forma a expressar parte de sua melancolia. Até mesmo suas baladas tem um toque especial do sintetizador, ou uma modificação vocal, para torna-las bem original e expressar exatamente o que a cantora estava sentindo no momento quando escreveu. “Solitarie” é um ótimo exemplo disso, uma vez que que a música fala sobre ser introvertido e querer um tempo a sós do mundo.

A faixa título é um mistério para Marina, já que a vocalista afirmou não gostar do estilo da música, alegando que é a canção mais estranha que já compôs. “Froot” é inspirada nas discotecas, por isso sua letra é mais descontraída e tem um teor sexual.

Mostrando que também sabe andar pelas trilhas do Rock’n’roll, Marina nos entrega ‘Better Then That”, que contém influências do Classic Rock. Sua composição é, dizem as fontes, uma referência à sua personagem “Electra Heart”, na faixa “Homewrecker”. Fala sobre uma quebradora de corações.

Ainda no disco a britânica fala sobre sua carreira e a forma como ela se cobrava para ser igual uma diva pop plastificada. É então que assume uma forma mais genuína de si mesma e se conforma em ser quem é.

Em “Weeds” Marina abre seu coração sobre sua condição de carência, afirmando que o sexo é uma forma de se sentir menos solitária. Também fala sobre cortar o mal pela raiz, quando percebe que é a hora certa.

É, de fato, um disco muito coerente, do início ao fim. Suas composições são bem pessoais, “Immortal” e “Gold” possuem letras incríveis que falam sobre a relação de Marina com a fama e como é difícil tanto ter de trabalhar e não ser devidamente recompensada por sua arte como deveria. “Gold” não consegue prender por muito tempo, por conta de seu instrumental neutro.

A forma como Marina expressa seus sentimentos é bem única e original. É definitivamente uma marca que a cantora vem deixando conforme lança discos. Seu “Pop pensante” é realmente algo a ser levado mais a sério. A forma como os instrumentos são utilizados juntos do sintetizador é bem inteligente e agradável aos ouvidos e é surpreendente que apenas duas pessoas tenham trabalhado na produção de “Froot”.

Nota: 4,5/5.

Ouça:

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