O Veredito | Bandersnatch (O filme interativo da série Black Mirror) | Crítica

Netflix lança jogo com narrativa envolvente onde o telespectador pode influenciar o futuro dos personagens

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Black Mirror acaba de inovar o conceito de entretenimento com seu novo filme (que na verdade é um game disfarçado de longa-metragem), “Bandersnatch”, que dá possibilidades de escolha para o usuário Netflix. Suas escolhas podem influenciar o destino dos personagens presentes na trama. Seu lançamento ocorreu nesta sexta-feira (28).

O drama se passa nos anos 80 e foca na vida de Stefan, um jovem de 19 anos que está programando um jogo chamado “Bandersnatch” que é a adaptação de um livro de mesmo nome, onde o leitor pode decidir o destino dos personagens a partir de pequenas escolhas. O jovem então decide trazer uma jogabilidade semelhante ao que acontece no livro, com escolhas e finais diferentes. A história se complica quando o Stefan entra em uma confusão mental sobre não estar mais no controle de sua vida.

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Confesso que essa tal “liberdade” de escolha me deixou um tanto quanto nervoso em relação ao que aconteceria e a todo momento me perguntava se fiz a escolha certa. Mas conforme a história chega ao fim, se sua escolha o levar até um final precipitado, o filme te dá a possibilidade de voltar de outro ponto e escolher outra cena que talvez você queira mudar. Depois de algumas vezes que você faz isso, parece que o personagem se acostuma com o fato de que as cenas estão se repetindo e começa a agir de forma diferente.

De fato é um filme muito interessante, mesmo que não seja tão focado em tecnologia, como os episódios mais famosos da série (que inclusive aparecem muito em referências durante a trama). A missão do longa é soar o mais real possível, mesmo sendo loucura. É como se, realmente, quem possuísse o controle remoto, obtivesse também o controle sobre a vida deste personagem do passado.

Algumas das escolhas nos levam à momentos um tanto quanto cômicos e sem noção, só para descontrair. Já outras escolhas nos levam à situações difíceis de serem controladas. Em momentos onde somos levados à becos sem saída, os próprios personagens sugerem que você tomou o caminho errado e que é melhor voltar. Ao todo são cinco finais com algumas modificações, conforme as pequenas escolhas feitas.

Eu entendi que Bandersnatch foi um teste para essa nova possibilidade de incluir jogos de escolhas em outros títulos da Netflix, por isso talvez a história seja um tanto quanto morna. Querendo ou não, o final é sempre a mesma coisa, e isso é, inclusive, dito pelo protagonista em determinado momento do filme. Após terminarmos de brincar com o controle remoto, é fácil lembrar que a jornada do personagem foi um pouco boba, mas, com certeza também foi revolucionária. O roteiro ainda é melhor que o de muitos outros filmes teen.

Nota: 7,5/10.

Assista ao trailer:

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