Crítica: Lady Gaga – Born This Way

Lady Gaga estava no auge de sua carreira e decidiu então usar suas músicas para homenagear seus fãs e mostrar que as nossas bizarrices nos tornam únicos

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É verde que 2011 foi um ano excelente para a música Pop. Tivemos ótimos dicos de Katy Perry, Florence Welch, Beyoncé, Adele e muitos outros artistas. Lady Gaga está incluída nesta lista com o seu legendário “Born This Way”, que foi foi lançado no mês de Maio. Sua produção é assinada por DJ White Shadow, Fernando Garibay, Jeppe “Senior” Laursen, a própria Lady Gaga, RedOne & Robert John “Mutt” Lange.

Segundo a própria Gaga, a capa de seu álbum simboliza a mudança. “Sou eu meia mulher, meia motocicleta. Isso foi feito para ser um testemunho da libertação através da transformação. Estou infinitamente transformando e montando, e eu sou o veículo para a voz de meus fãs, para a voz da minha criatividade, e estou sempre em uma liberdade para mim mesmo. E para quem precisa ou quer lutar contra sangue, suor e lágrimas pela sua identidade. É disso que eu sou – é melhor você saber quem você é antes de entrar nesse ringue para lutar.”

Muitos dizem que esse é o terceiro disco de Gaga, outros dizem ser o segundo, afirmando que “The Fame Monster” é um EP por ter apenas 8 faixas, mas sinceramente, eu acho que um EP tem no máximo 7 faixas. Nos anos 80 vários cantores lançavam álbuns de apenas 8 canções, Madonna é um exemplo disso.

Com uma sonoridade onde predomina o Pop, Gaga trabalha com elementos do Hard Rock e da música eletrônica em suas faixas, além do Synthpop. Tem também influência latina e oitentista. Tem muita bateria, baixo, violão, guitarra elétrica, teclado, sintetizador, tem até saxofone e trombeta. O que dá às canções um clima bem pesado, mas ao mesmo tempo são músicas muito fáceis e gostosas de ouvir, além de serem viciantes.

Um fato que só percebemos depois que o álbum já foi tocado inteiramente umas 3 vezes, é que não há nenhuma balada acústica. Tem sim algumas baladas, como “Edge Of Glory” e “You And I”, mas essas são bem enérgicas. Mas o que falta de música fofa e romântica, é suprido em hits de balada – e disso o álbum é cheio. Bons exemplos disso são “ScheiBe”, “Hair”, “Americano” e “Government Hooker”. Podemos afirmar que “Born This Way” é um disco bem agitado e para cima!

E não se engane! Lady Gaga pode ter usado maquiagens estranhas e te rusado roupas de carne, mas isso foi só um ótimo truque de marketing para chamar atenção para o que realmente importa: suas letras. Em geral abraçam a diversidade, como “Americano”, que fala sobre a lei de migração, sobre casamento gay, e outras minorias que são criminalizadas na America.

“Born This Way” conta com 8 ótimos compositores e Gaga obviamente está no meio. Seu álbum é aberto com “Marry The Night”, que fala sobre como a cantora resolveu investir tudo em sua carreira e “casar” com o desconhecido, que no caso é uma metáfora para o desconhecido. Ela sempre soube que sua carreira seria feita de altos e baixos.

A faixa título foi acusada de plágio por se parecer muito com “Express Yourself” de Madonna, mas ainda sim é um lindo hino contra o preconceito, exaltando o que há de melhor em cada um de nós. Essa mesma mensagem é relembrada na canção “Bad Kids”, que fala sobre como é difícil ser diferente na adolescência.

Ainda no álbum há diversas canções que não falam necessariamente sobre algo específico, mas são apenas releituras, por exemplo: “Bloody Mary”, que brinca com a fantasia e a realidade, sendo inspirada em Maria Madalena. “Government Hooker” por exemplo, é inspirada no relacionamento de Marilyn Monroe e o presidente John F. Kennedy

Também teve um pouco de polêmicas envolvendo o disco, como exemplo a faixa “Judas”, que fala sobre os polos da luz e da escuridão (o bem e o mal), mas por conta de seu título e parte de sua letra, que envolve conteúdo religioso, alguns cristãos resolveram boicotar a cantora.

Também tem “Black Jesus † Amen Fashion”, que segundo Gaga é sua faixa favorita. A música homenageia Alexander McQueen, que foi considerado “ovelha negra” da moda. Além disso a música conta um pouco sobre a história da cantora, quando foi para N.Y.

O veredito: “Born This Way” marca o momento onde Lady Gaga usou toda a sua esquisitice a favor de uma causa maior: a diversidade. Suas letras são lindas e inteligentes, e em alguns momentos divertidas. São músicas bem pra cima, uma forma de dar esperança para àqueles que já desacreditam no amor. Seu único erro foi não incluir nenhuma balada sentimental na tracklist, seria a cereja do bolo.

Nota: 4,5/5.

Ouça:

Download.

4 comentários sobre “Crítica: Lady Gaga – Born This Way

  1. nossa, eu gostei bastante da resenha, não sabia sobre a história de algumas letras como de government hooker e bloody mary… É o meu álbum favorito da Gaga justamente por passar essa mensagem positiva sobre “você nasceu desse jeito” e a maioria das músicas dá vontade de dançar e cantar loucamente mesmo hahahaha qual sua opinião sobre a faixa título ser plágio da madonna?! sendo ou não, continua sendo ótima 😍 e parabéns por explicar a mensagem do álbum tão bem

    Curtido por 1 pessoa

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