O Renascimento | Rita Ora – Phoenix | Álbum

Valeu a pena esperar! O novo álbum de Rita nos trouxe um som diferente, onde o artista mostra que sempre perseverou e lutou por seu lugar na indústria.

Já faz mais de seis anos desde que o último álbum de Rita Ora foi lançado. Seu projeto de estréia, intitulado ORA, preparou o palco para ela se juntar às fileiras das estrelas mais confiáveis ​​do pop – fazendo assim, sua ascensão no Reino Unido. A demora por um segundo lançamento foi acompanhado por todos, o esforço da mesma era extraordinário. Mas até esse lançamento aconteceram MUITOS CONTRATEMPOS, poucos projetos na história do pop sofreram tantos contratempos e atrasos quanto o Phoenix . 

A primeira encarnação desse disco foi em uma obra dance-pop produzida por Calvin Harris (ex de Rita, que por sua vez ao chegar no termino fez questão de pedir o direito autoral de todo o álbum, impedindo assim o lançamento do mesmo) que foi notoriamente descartado em 2014. A britânica se aventurou no R&B em 2015, lançando um dueto quase que esquecido com Chris Brown. Depois de tudo qualquer um já teria desistido, mas Rita aos seus 28 anos achou a forma do sucesso e finalmente voltou ao estrelato da música pop.

Phoenix chegou em sua estreia mais forte que nunca no dia
23 de novembro de 2018 através da Atlantic Records, apesar dessa longa espera o álbum é um testemunho da capacidade de Rita como empresária, mas seu sucesso como artista pode ser constantemente notado ao longo de cada faixa, obtendo sucessos de alta qualidade. 

A maioria dos hits lançados anteriormente para divulgação compõe a primeira metade do disco: “Anywhere” e “Let You Love Me” são as duas primeiras faixas de Phoenix – ambos lindos exemplos de músicas que conseguem mesclar um sentimento de melancolia com uma determinação clara de ficar na pista de dança independente do problema passado. “Your Song” aparece na quinta faixa e novamente captura seus ouvintes ao melhor do dance pop, que agora se tornou o melhor marketing de Rita. Seu single com o já falecido Avicii é uma inclusão no disco que vem antes da faixa acima – como uma música que coloca Ora dentro de um ato secundário, para um breve momento de agradecimento ao querido amigo.

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O disco conta também com a música “For You”, que está no álbum do longa Fifth Shades, mas apesar de toda a sua grandiosidade, ainda está sobrecarregada pela contribuição fraca de Liam Payne para a canção, e soa um pouco fora da casinha se formos comparar com as outras faixas do álbum. O mesmo vale para o single “Girls” em parceria com Cardi B, Bebe Rexha e Charli XCX, que por sua vez ficou muito deslocado ao restante
tranformando a música de um doce confessionário em algo que é muito caótico para se unir corretamente. A maioria das colaborações de Phoenix parecem prejudicar ao invés de ajudar em sua ascensão. Porém isso não faz do disco um disco ruim de ouvir!

Felizmente, as histórias de sucesso do álbum superam de forma grandiosa suas falhas. “Hell of a Life” captura o mesmo drama de “For You”, mas com camadas de sensualidade e jogadas adicionais. “First Time High” é uma canção de amor eufórico com um desejo de sempre querer mais, enquanto “Summer Love” – uma colaboração com Rudimental – e é o tipo de faixa que está destinada a conquistar as paradas na Europa e ser completamente ignorada em qualquer outro lugar . O que é uma pena, porque eu amo essas canções meio “over“. O mais impressionante de todos, no entanto, é o single “New Look“, que se encaixa novamente na capacidade de Rita de se comunicar equilibrando sentimentos delicados meio a conflitos. Transformando os versos deixa faixa no mais puro pop.

Para um álbum relativamente longo (existindo 16 faixas na edição deluxe), não há muito em termos de preenchimento. “Keep Talking“, dueto com cantora e compositora Julia Michaels é uma adição agradável, mas não essencial: apesar dos talentos de ambos, a música nunca se desafia a se tornar algo maior do que quando é iniciada, “Soul Survivor” é mais uma declaração dirigida a haters (mas para um escocês, em particular – né Calvin?) do que uma música pop, mas parece adequada ao contexto do álbum. De muitas maneiras, este é um disco conceitual sobre relacionamentos e o crescimento pessoal necessário para estar em um. As músicas são acompanhadas por uma batida dançante e alegre. Ao todo, Rita fez o que tinha que fazer. E muito mais.

Nota: 4,3/5

Ouça

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