“Titãs” | Entre altos e baixos | Crítica

A nova série da DC consegue ser bem bagunçada, mas definitivamente vale a pena de ser assistida

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A série Titãs, que estreou oficialmente em 12 de Outubro de 2018, chegou finalmente ao catálogo Netflix. Entre comemorações e comentários maldosos sobre a caracterização de Anna Diop (a única criticada no elenco todo), a série foi recebida pelo público com opiniões mistas.

O live action conta a história desses quatro personagens (não, o Cyborg não é um titã aqui) com passados um tanto conturbados, mas que por conta disso são mais especiais que outros, e decidem se unir para acabar com alguns inimigos em comum. Diferente da animação da Cartoon, eles não são heróis, pois buscam por um mesmo objetivo em conjunto, e cada um deles tem sua própria ambição de vida.

Em alguns momentos o roteiro insere outros personagens, que ainda não sabemos quais são suas finalidades na série, mas que tem um certo tempo de tela, e provavelmente serão muito úteis em algum momento.

A trama toda gira em torno da personagem “Rachel” (a Ravena), que é, sem sombra de dúvidas, a titã mais profunda e poderosa de toda a série. Há muito sobre a personagem que nós não sabemos, e o roteiro insere algumas informações aos poucos.

Titãs é inspirada na série de HQ’s da DC Comics, por isso, talvez, os fãs do desenho da Cartoon Network tenham sentido uma certa diferença. A série trás muita violência, algumas cenas de sexo e um clima bem sombrio, meio londrino, o que surpreende um pouco quem está acostumado com a animação.

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Houve um atrito quando anunciaram o elenco. Muitos se incomodaram com o fato de a Estelar não ser uma braquela ruiva, e alguns falaram sobre fidelidade de caracterização, mas nós sabemos que é só racismo mesmo, pois a personagem Ravena na série é a mais jovem deles e vive em conflito interno, sendo que no desenho da Cartoon ela é a mais inteligente de todo o grupo, dando a entender que tem muita sabedoria e muito controle sobre o que faz.

No geral as atuações são ok. Teagan Croft (Ravena) dá um show de expressão, mas a maioria de suas cenas são cheias de drama e quando ela tem de interpretar seu “lado sombrio”, sua atuação morre um pouco, fica até um pouco cômica.

O fato do Mutano só virar um tigre também incomoda um pouco, é bem decepcionante. Mas pensando que os efeitos em 3D dos poderes da Ravena são péssimos, foi bem melhor assim, não sabemos o que mais poderia sair nas coxas dessa produção.

Robin é o personagem menos carismático do elenco. Suas ambições são bestas e à todo momento ele está sendo grosseiro com alguém, mas talvez isso crie uma certa empatia, por ele não ser um protagonista perfeito, e ter um problema de relação.

Já a Kory, a Estelar, é de longe uma das melhores coisas da série. É uma mulher forte, que tem uma personalidade super divertida. Mas o fato de ela estar mordendo os lábios à todo momento soa como um problema de interpretação.

Ao todo, é bom constar que a série tem muitas cenas gratuitas de sexo, e em um certo episódio é sugerido até mesmo pedofilia, mas esse não é o problema. Algumas coisas ficam bem bagunçadas e cansativas, principalmente quando do nada muda o núcleo de personagens e decidem contar a história de outros heróis por cima do enredo principal.

Além do mais a fotografia deixa um pouco a desejar e a trama é muito lenta onde não precisa, e rápida de mais no final.

Nota: 7/10.

Assista ao trailer:

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