Crítica: “LOUD” – Rihanna

Após passar perrengues em sua vida pessoal, a rainha de barbados decide cantar sobre a liberdade e o amor



Artista: Rihanna
Álbum: “LOUD”
Lançamento: 12/11/2010
Gravadora: Def Jam Recordings

Nota: 8/10.

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Rihanna é vista como um ícone da música e não é atoa. A cantora já apostou em diversos estilos para compor seus discos, atirando para todos os lados, por isso talvez tenha uma grande parcela de fãs. A cantora sabe conversar com diversos públicos e até que não é chegado em música Pop, acaba se apaixonando por Rihanna Fenty.

Hoje vamos conversar sobre seu icônico álbum “LOUD”, que é o quinto de sua discografia e é hoje visto como uma de suas maiores obra-primas. O disco tem a sua produção assinada pelos seguintes nomes:
Alex da Kid
Ester DeanMel & Mus,Polow da DonR. CityThe RunnersSAK PASESandy Vee, SoundzStarGate & Tricky Stewart.

Muito provavelmente, o sucesso de “LOUD” se dê pela diversidade de gêneros musicais presentes em suas 12 faixas. Essa mistura vai desde o Pop Britânico, passa pelo Reggae, Dance Pop, Eletrônico, Rock, Hip-Hop e R&B. É interessante ressaltar que de alguma forma, todos esses estilos conversam entre si e se encaixam perfeitamente no álbum. Rihanna conseguiu ótimas colaborações, como Nicki Minaj, Drake e Eminem, que eram, e ainda são, grandes nomes da música.

Suas músicas são vicerais e viciantes, bem chiclete mesmo, como a gente gosta. “LOUD” descreve bem o sentimento nostalgico da música de 2010 e 2011, com produções incríveis, que tornam as canções únicas e bem originais, com refrões que grudam na cabeça e instrumentais surpreendentes. Rihanna usa e abusa de seus vocais, entregando uma interpretação sensual e agressiva.

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Seu photoshoot e arte de capa tem a predominância da cor vermelha, que ao mesmo tempo simboliza o amor, agressividade e a violência. Rihanna passou por poucas e boas nas mãos de Chris Brown em 2009. O rapper agrediu a cantora e a sufocou, desfigurando seu rosto. Foi uma época extremamente difícil para Rihanna. E “LOUD”, ao invés de ser uma carta aberta de lamentações, é na verdade uma celebração dos prazeres e da vida. Mostrando assim que Rihanna seguiu em frente e decidiu superar esse episódio horrível de sua vida.

O álbum é aberto com a estrondosa “S&M”, uma de minhas canções favoritas da Rihanna, pois além de ser um incrível hit eletrônico, fala sobre liberdade sexual, mais específicamente sobre a prática de sadomasoquismo. É sempre bom ver uma mulher cantando sobre seu libido, uma vez que homens fazem isso o tempo todo na indústria e objetificam corpos femininos em clipes.

“Fading” é sua resposta ao Chris Brown. Sua letra fala sobre o fim de um relacionamento, quando queremos a todo custo perder o contato com esse alguém, pois as coisas mudaram e não existe mais nenhum sentimento bom envolvendo a pessoa. É uma incrivel balada de R&B, com um maravilhoso tom de superação.

“Only Girl (In The World)”, vencedora do prêmio Grammy na categoria “melhor gravação dance pop”, é o carro chefe do disco. Seu instrumental, junto da voz de Rihanna, é doce, passando um bom clima esperançoso de um novo amor. Rihanna canta sobre querer ser única para este novo amor que está surgindo em sua vida.

A faixa “Cheers (Drink To That)” utiliza um sample música “I’m With You” da avril Lavigne, sua letra celebra o fim de semana, quando podemos tirar um tempo do trabalho e ir beber e celebrar com os amigos.

“California King Bed” nos trás à tona o mesmo sentimento de “Fading”, sua letra fala sobre uma relalção conturbada, mostrando a vunerabilidade de Rihanna em relação aos seus sentimentos. Seu intrumental é a base de guitarras e violão, tendo um estrondoso e poderoso refrão.

“Man Down” tem referências do Reggae, estilo original da Jamaica. Sua letra detalha o assassinato de um homem que estava abusando de Rihanna em um local público, assim como mostra o clipe. Talvez a música represente alguns dos sentimentos mais profundos de Rihanna em relação ao que lhe aconteceu.

“Love The Way You Lie pt. II” é a faixa que encerra o disco. Com a participação de Eminem, a música é a continuação de outro single que está disponível no disco “Recovery” do rapper. Sua letra narra os sentimentos de uma mulher presa em um relacionamento abusivo, do qual não sabe se sai ou não, então decide se acostumar com a dor.

Chego à conclusão de que “LOUD” foi seu processo de amadurecimento pessoal e musical, mas a cantora ainda deixou a desejar, uma vez que o álbum conta com 33 compositores e nenhum deles é Rihanna. Esse simples fato faz com que as palavras cantadas por ela não sejam uma verdade que sai de seu coração, logo não sabemos quais são seus reais sentimentos, apenas temos uma releitura superficial de como Rihanna se sente.

Apesar disso, percebe-se que a cantora ainda estava em fase de superação, tentando lidar com os fatos que haviam acontecido em sua vida, e então “LOUD” surge para corbir essa ferida. Um bom exemplo disso, é que em 2011 Rihanna colaborou com Calvin Harris na faixa “We Found Love”, que foi um grande sucesso, mas sua letra é triste e sombria, falando sobre um relacionamento sem futuro e abusivo. Confira:


Ouça:

Rihanna – LOUD (Download)

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