Crítica – Megarromântico: A nova comédia (mais do mesmo) da Netflix

O romantismo está morto? Sim! Mas como seria revivê-lo novamente?

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Para o dia dos namorados, a Netflix lançou mais uma obra original de comédia. Sua proposta é ser uma anti-comédia romântica, satirizando as obras dos anos 80, como “Uma Linda Mulher”, “Gatinhas e Gatões”, etc. A direção do filme ficou nas mãos de Todd Strauss-Schulson, que não peoduziu nenhum outro filme relevante.

A história do longa-metragem se passa em Nova Iorque, em tempos atuais. Natalie é uma arquiteta que não se destaca muito em seu trabalho, primeiro por ser uma mulher, segundo por estar acima do peso e fora dos padrões, sendo esnobada por todos. Além disso Natalie é uma odiadora de comédias românticas, por nunca ter vivido uma em sua vida e por enxergar que essas histórias só acontecem com garotas dentro do padrão. Tudo muda em uma noite, quando é assaltada e sofre um acidente, onde bate sua cabeça e acorda em um mundo onde todos a desejam e a adoram, descobrindo então que sua vida virou uma comédia romântica bem clichê.

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A construção dos personagens deixa um pouco a desejar. O roteiro não faz nem questão de investir na própria protagonista, dando-lhe uma personalidade de “arrogante engraçada”, ou seja, aquele tipo de personagem que só aparece em cenas de alívio cômico para xingar alguém de forma engraçada, só que a diferença é que Natalie aparece EM TODAS AS CENAS.

Os outros personagens só cumprem suas funções e nada mais. Não há investimento em suas histórias e personalidades. No mundo “romântico” criado por Natalie, todos são opostos da realidade, então só nos são apresentadas características clichês deles. Por exemplo, no mundo real a amiga da protagonista a ama, mas no mundo fofo criado por ela, ambas são inimigas no local de trabalho. E sim, eu sei que isso é proposital, para criar o ar cômico da satirização, mas poderia ter sido executado de outra forma.

A história também já é manjada. “Eu Não Sou Um Homem Fácil” utilizou desta mesma fórmula para criar o ambiente do filme, e no caso do longa francês funcionou muito bem, diferente de “Megarromântico”, que deixou muita coisa passar. Não há uma exploração maior dentro desse mundo que Natalie criou e a coisa mais engraçada do filme é quando ela entra em um carro e o tempo passa mais rápido, ou quando ela tenta fazer amor com seu par romântico e a cena corta para o dia seguinte.

Em alguns momentos o filme tenta forçar um clima de musical, com canções dos anos 80, que até se encaixam dentro da história, mas soam muito forçadas, até porque são pouquíssimas as cenas assim.

No final é passada uma lição feminista sobre amor próprio e como o tempo todo o problema era o fato de que a protagonista vivia procurando defeitos em si mesma. E esse é o ponto alto do longa de uma hora e meia. Uma ótima opção para quem curte sessão da tarde, ou está de ressaca e precisa ocupar a cabeça com alguma história fácil de entender.

Nota: 6/10.

Assista o trailer:

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