Você Precisa Ouvir: Grace Jones – “Island Life” (Análise)

Os maiores sucessos da cantora e modelo jamaicana Grace Jones, juntinhos para que você se apaixone de primeira

  • Artista: Grace Jones
  • Álbum: Island Life
  • Lançamento: 01/12/1985
  • Gravadora:Island Records

Grace Jones é hoje uma das maiores artistas visuais que o mundo da música já viu. Criando conceitos de moda e os inserindo em sua carreira, Miss Jones foi nos anos 80 o mesmo que Lady Gaga foi nos anos 2010, mas sem o mesmo impacto, por ser negra e por seu estilo andrógeno. Inclusive, Grace é uma grande inspiração para Gaga.

Antes de se tornar modelo e antes de sua fama, Grace Jones estudou Artes Dramáticas na Universidade Syracuse, Nova York. Sua visão de arte e suas inspirações são muito claras, em suas músicas, performances e vídeo-clipes, estes muito fantásticos e cítricos.

Agora finalmente falando sobre o disco. “Island Life” é a primeira coletânea de Jones, marcando sua saída da gravadora “Island Records”, pela qual lançou sete discos de inéditas. O álbum em questão é seu oitavo, contendo 10 faixas, que incluem seus maiores sucessos durante seus nove anos de carreira até então.

“Island Life” possui um título interessante, que nos remete a um clima tropical, mas seu significado é mais simples do que isso, pois soa como uma despedida à sua gravadora, relembrando tudo o que conquistou dentro dela. Este é posterior à “Slave To The Rhythm”, lançado no mesmo ano cerca de um mês antes da coletânea.

Não tendo um estilo fixo, o disco conta com variações do Reagge, Hip-Hop, R&B, Disco Music e New Wave, além de possuir grandes inspirações culturais na Jamaica e na França. Suas faixas são remixadas, nem que apenas para remasterização, tendo uma ótima produção. Suas músicas variam muito entre instrumentais trabalhados e sintetizadores.

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A coletânea é aberta com “La Vie En Rose”, cover de Edith Piaf. Uma famosa canção francesa que ganha uma linda interpretação na voz de Grace, além de um incrível instrumental regado de violão, com uma sonoridade tropical.

“I Need A Man” é seu single de estréia, este com um incrível hype e uma melodia dançante ao som do doce Reggae. Nela, Grace canta sobre estar sentindo-se sozinha e querer encontrar um homem que a faça feliz. Parte de minha interpretação sobre a letra faz-me acreditar que trata-se de um desabafo sobre a solidão da mulher negra, por conta da ironia contida em suas estrofes.

“Do Or Die” mescla o Reggae com a eletrecidade da Disco Music. Sua letra fala sobre como a fama e os desafios diários a tornaram mais determinada a conseguir alcançar seus objetivos.

“Love Is The Drug” é um cover da banda Roxy Music. Grace deu uma cara mais Rock’n’roll para a canção. Sua letra fala sobre o estilo de vida de aguém que sempre sai a noite para conhecer pessoas e se apaixonar em looping. É uma de minhas favoritas.

“I’ve Seen That Face Before (libertango)” utiliza a música “Libertango” de
Ástor Piazzolla, uma peça de tango um tanto sensual. A versão de Grace insere características do Reggae. Sua letra fala sobre a vida noturna e sobre conhecer muitas pessoas e depois não se lembrar delas.

“Slave To The Rhythm” é a faixa que fecha o disco. Está mistura elementos da música jamaicanas com o Hip-Hop e o R&B, criando um clima contagiante e inspiracional. Sua letra fala sobre como o mundo mantém sempre o mesmo rítmo, mesmo que alguns problemas apareçam, nunca podemos perde-lo.

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