MARINA – “LOVE” | Crítica

MARINA lança “LOVE”, primeira parte de seu álbum duplo, como uma surpresa para os fãs.

MARINA - "LOVE": Crítica (Saga Das Músicas)
  • Artista: MARINA
  • Álbum: LOVE (+ FEAR)
  • Lançamento: 04/04/2019
  • Gravadora: Atlantic Records UK

Nota: 8,5/10.

MARINA nos pegou de surpresa ao anunciar em seu Instagram Oficial a primeira parte de seu álbum duplo “LOVE + FEAR”, que está previsto para lançamento completo dia 26/04.

A cantora disse “Eu criei o LOVE + FEAR como dois registros separados para serem ouvidos individualmente. Estou lançando o LOVE (amor) hoje para que você possa ouvi-lo completamente antes de passarmos para o FEAR (medo)”.

Com as produções assinadas por Alex Hope, Broods, Captain Cuts, Grace Chatto, Jack Patterson, James Flannigan, Joe Janiak, Joel Little, Justin Parker, Mark Ralph, Oscar Holter, OZGO, Rick Nowels & Sam de Jong, “LOVE” conta com oito faixas, sendo que quatro delas a gente já conhece.

Este é iniciado com “Handmade Heaven”, que soa como uma despedida de sua era “Froot”, pois trata-se da mesma sonoridade Indie Pop do terceiro álbum da cantora. Esta marca o começo de uma nova era. Sua letra mostra o ponto de vista de MARINA sobre sua carreira, que é como um paraíso nevado, pois é maravilhosa, mas tem seus momentos de crise. É uma canção um tanto quanto morna para a imensidão do projeto.

Leia mais sobre “Handmande Heaven” AQUI!

O álbum segue com “Superstar”, que é o retrato sonoro de como o disco se desenvolverá: de forma imprevisível, nos surpreendendo a cada faixa. Sua letra também é focada em sua carreira, sendo uma carta de amor aos seus fãs, que continuam a ama-la, mesmo com todos os seus dilemas sobre ser ou não uma estrela pop. E sinceramente, já ouvimos isso em “Gold”.

Leia mais sobre “Superstar” AQUI!

“Orange Trees” se enquadra mais à vida pessoal de MARINA. Em um doce som latino, com elementos do Eletropop, a cantora fala sobre a necessidade de se preocupar com a própria saúde mental e tirar umas férias para aproveitar o tempo a sós com seu amado. De longe uma das melhores do disco.

Leia mais sobre “Orange Trees” AQUI!

Logo após vem “Baby”, de Clean Bandit em parceria com a cantora e Luis Fonsi. Mantendo essa onda latina em seu instrumental, MARINA canta sobre estar com alguém e continuar pensando em uma pessoa do passado. Também fala sobre não conseguir superar esse alguém, mas ao mesmo tempo não poder voltar com ele, pois não quer machucar os sentimentos do seu amante atual.

Leia mais sobre “Baby” AQUI!

“Enjoy Your Life” é a primeira faixa inédita que aparece no álbum. Trata-se de um delícioso Synthpop bem alto astral, que entrega a mesma intensidade em sua letra. MARINA canta sobre viver o agora e perceber o lado bom da vida. Confira alguns trechos: “Sente-se e aproveite seus problemas, você nem sempre tem que resolvê-los. Porque seus piores dias, eles acabaram, então aproveite a sua vida“. Essa música é paixão à primeira ouvida.

Em “True” MARINA relembra sua era “Electra Heart” ao trabalhar com música eletrônica. Seu clima melancólico e rebelde expressa a ideia de estar sempre refém das críticas, mesmo que as pessoas só te critiquem por prazer e não para ajudar. É uma das melhores composições de Marina.

“To Be Human” também tem uma pegada meio “Froot” pela forma política como soa. Além do fato de que a cantora a inicia com uma linda e controlada voz de cabeça, de forma acústica para que o refrão atinja seu climax. Sua letra é pesada e tenebrosa. MARINA se questiona sobre o que realmente é ser humano, e se isso significa algo em meio à tanto caos e tristeza.

“End Of The Earth” encerra a primeira parte do disco, de uma forma bem diferente da que começou. Seu instrumental é pesado e inprevisível. Começa com os graves do sintetizador, mas depois o piano toma conta por um breve tempo, e logo os graves voltam criando uma forte identidade alternativa. A canção fala sobre estar completamente entregue ao amor e querer viver esse sentimento até o fim do mundo, mesmo que isso a machuque de alguma forma.

MARINA - "LOVE": Crítica (Saga Das Músicas)

Ao desembarcar desta incrível viagem ao coração de MARINA, concluo que seu objetivo foi alcançado. Sua visão sobre o amor engloba tantas coisas… Sua carreira é como um grande projeto de vida, que mesmo entre altos e baixos, tem-se a necessidade de um amor envolvido para que deslanche.

Seus fãs são parte deste projeto, e a cantora sabe disso, e por esse motivo tem de dar amor à eles, para que este seja recíproco. É então que ela toma conta de si mesma e decide se amar, pois sem seu amor próprio, não é possível amar mais nada.

“True” e “To Be Human” mostram que mesmo no amor há medo. E assim a cantora conclui sua tese sobre o que o amor significa: uma mistura de medo, rebeldia e afeto. Mas o que não se encaixa é a forma como a cantora constrói isso em melodias. O trabalho só se torna coeso após a segunda faixa.

Ouça o disco na íntegra:

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