Crítica: LABRINTH, SIA & DIPLO PRESENT… LSD (Por trás do conceito)

O álbum de LSD conta uma triste história sobre o abuso de drogas

Crítica: LABRINTH, SIA & DIPLO PRESENT... LSD - Álbum
  • Artista: LSD
  • Álbum: LABRINTH, SIA & DIPLO PRESENT… LSD
  • Lançamento: 12/04/2019
  • Selo: Columbia Records

Nota: 9,5

LSD é a agridoce junção de Labrinth, Sia e Diplo e ninguém imaginou onde esse trio chegaria. Após cinco singles, o trio finalmente lançou seu álbum de estréia, este autointitulado. O trabalho possui a produção de Diplo, Jr. Blender, King Henry, Labrinth & Nathaniel Ledwidge.

A proposta de LSD é soar estéticsmente como a cultura Hippie, popularizada nos anos 60, mas com uma pegada musical super atual, mesclada com referências do Blues. Assim nasce um disco eletrônico inspirado no R&B e no Hip-Hop.

Os instrumentais fogem do óbvio, uma vez que eletronicamente é tudo possível, a produção consegue trabalhar muito bem com a originalidade de seus arranjos. A ideia é soar de forma bem psicodélica mesmo e é ai que é inserida a PC Music. O interessante do projeto são os vocais bem explorados, pois Sia e Labrinth são excelentes intérpretes. Um novo estilo de música Eletrônica.

Crítica: LABRINTH, SIA & DIPLO PRESENT... LSD - Álbum

O disco é aberto com a faixa “Welcome to the Wonderful World of”, que começa com um coral estilo acapella. Seu instrumental mistura vários sons e sua letra não diz nada com nada, levando-nos a entender que esta será a pegada do álbum: uma grande viagem.

Sem grande pretenção de passar alguma mensagem, ou ser um álbum coeso, LSD trabalha apenas com o objetivo de entreter seus fãs e proporcionar um bom entretenimento com suas músicas. Os singles possuem letras mais trabalhadas, mas ainda sim com pouca conexão com a realidade.

“Genius” começa com sons de violino, mas logo ganha uma base de Hip-Hop estilo anos 90. Sua letra sugere uma paixão mais específica, pois Sia e Labrinth dizem estar apaixonados pelo intelecto um do outro.

Seus vídeo-clipes também são incríveis e cheios de imagens psicodélicas.

“Audio” é mais leve do que a anterior. Ainda com uma pegada de Hip-Hop o arranjo alterna entre o Synthpop. Sua letra sugere a composição de uma canção sob efeito de alucinógeno.

Leia mais detalhadamente sobre “Audio”.

“Thunderclouds” já é desenvolvida em cima do Blues Rock. A canção começa de forma sorrateira, mas cresce a cada refrão. É uma das melhores do disco. Sua letra é mais direta e fala sobre adquirir confiânça em um relacionamento novo a fim de firmar os sentimentos.

“Mountains” começa com um louvor e vocais bem angelicais que vai crescendo ao encontro do pop psicodélico e marcante que já conhecemos. A letra é bem motivacional, fala sobre mover montanhas e fazer o que for preciso em nome de algo e/ou em nome do amor. É a música que eu menos gosto do disco, o uso do Dubstep acaba soando muito plastificado.

Leia mais detalhadamente sobre “Mountains”.

“No New Friends” possui um instrumental bem agitado e divertido, com uma pegada tropical. Entretanto sua letra é um pouco sombria, pois sugere isolamento social. Sia e Labrinth na música assumem o papél de um casal super apaixonado, que já não se relaciona com ninguém além de si mesmos.

“Heaven Can Wait” se desenvolve com uma base grave de Hip-hop junta dos vocais de sia, que abusam de sua potência. Sei refrão é intenso e explosivo. A letra fala sobre o abuso das drogas e como um relacionamento pode ser afetado por esse vício.

“It’s Time” é a última faixa inédita do disco (que é encerrado com um remix de “Genius”). A faixa é uma balada ao piano, que mescla dois vocais agúdos. Sua letra fala sobre a carência sentimental, quando depositamos muita confiânça em uma pessoa e no final tudo acaba da pior forma.

SIA, DIPLO E LABRINTH – LSD

Sinceramente, achei que este álbum seria uma bagunça sonora, mas Diplo realmente não deixa ponto sem nó. Tudo foi pensado detalhadamente, desde a parte visual até a versão final de suas canções. O álbum tem uma proposta muito interessante e analisando por este lado, conclui-se que seu objetivo foi alcançado.

Ao decorrer das faixas percebemos que trata-se da história de duas pessoas que se apaixonam e ambas possuem o mesmo hábito em relação aos alucinógenos. O relacionamento deles infelizmente acaba sendo conturbado por conta deste abuso, e termina de forma trágica. O remix de “Genius” é inserido logo após, dando a entender que ambas as partes passaram a se envolver com pessoas diferentes, com o mesmo vício.

Ouça na íntegra:

Faça o DOWNLOAD.

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