“Hurts 2B Human” – P!nk transforma seu autoconhecimento em arte | Crítica

“Hurts 2B Human” de P!nk é um grande relato sobre suas fraquezas e receios

  • Artista: P!nk
  • Álbum: Hurts 2B Human
  • Lançamento: 26/04/2019
  • Gravadora: RCA Records

Nota: 8,3/10.

Após dar início à sua nova era, oficialmente, em sua apresentação no Brit Awards – que aconteceu em Fevereiro deste ano – P!nk trabalhou três singles de seu oitavo álbum de estúdio. Esses mostraram sua versatilidade como artista, por experimentar diversos estilos musicais diferentes e conseguir soar original em todos eles.

“Hurts 2B Human” precede seu álbum político de 2017 “Beautiful Trauma”, que teve ótimas vendas e singles maravilhosos. Seu foco era o atual estado do mundo e como a política estava afetando negativamente a vida da população. Este no entanto segue como uma jornada de autoconhecimento, onde a cantora expõe sua alma ao público.

Leia também: Álbum: Beautiful Trauma – Crítica

São 16 nomes envolvidos na produção do disco, entre eles temos a própria P!nk e o gênio Max Martin. O álbum trabalha um som derivado do Pop e do R&B, variando entre canções dançantes e algumas musiquinhas de bad. “Hurts 2B Human” tem alguns altos e baixos, mas é tudo pensado meticulosamente.

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O disco é aberto com “Hustle”, uma música bem agitada que fala sobre superação. P!nk já superou sua fase “Beautiful Trauma” e todos os outros traumas de sua vida. Agora ela decidiu manter o foco em si mesma.

“(Hey Why) Miss You Sometime” vem logo em seguida, com um som de Eletropop bem neutro e experimental. A canção demora um pouco para ganhar um bom hype e parece que são várias músicas em uma só. Sua letra relembra momentos loucos ao lado de alguém lhe faz falta.

Em “Walk Me Home” a cantora nos entrega um pouco do conceito do disco, ao falar sobre a nova forma como está levando a vida. P!nk fala sobre como é difícil achar algo bom neste mundo, mas que há alguém que sempre a mantém para cima em momentos difíceis – seria sua filha?

Leia também: Single: “Can We Pretend” | Single: “Hurts 2B Human”

Logo todo o disco se torna uma viagem ao mundo de P!nk e como as coisas funcionam em sua cabeça. A cantora fala sobre sua dificuldade de se abrir aos outros em “My Attic”, que é seguida pela linda “90 Days” – uma colaboração com Wrabel – uma triste balada sobre como o tempo torna as relações rotineiras – há uma linda referência á “Fast Car” de Tracy Chapman.

“Courage” mostra o lado vulnerável de P!nk. Tocada ao piano, com batidas moderadas, sua letra é sobre ter coragem para realizar uma mudança drástica em sua vida.

Logo após vem “Happy” que é tocada ao violão e possui uma composição realmente profunda e pessoal. A cantora conta sobre sua autosabotagem e como a sociedade fez com que ela se odiasse por um período de sua vida.

“We Could Have It All” nos trás um pouco da velha P!nk, com uma sonoridade bem Pop Rock. Em sua letra a cantora fala sobre um relacionamento que tinha tudo para dar certo, mas as circunstâncias não permitiram que esse fosse para frente.

“Love Me Anyway” é uma colaboração com Chris Stapleton. Seu instrumental lembra um pouco do Country dos anos 90, com um arranjo feito a piano e instrumentos de corda. Em sua letra, P!nk sugere várias situações, que despertam ciúmes ou não, e pergunta se seu amante ainda a amaria depois de tudo.

“Circle Game” também é acompanhada do piano e instrumentos de corda. A cantora exibe suas habilidades vocais, que incrementam muito no produto final. Sua letra fala sobre ainda ter medos e sobre como muitos deles não desaparecem na vida adulta e precisamos apenas lidar com eles.

“The Last Song Of Your Life” é a faixa que encerra o disco. Acompanhada do violão, de forma crua, P!nk fala sobre sua versão mais autêntica e como ela foi desaparecendo com o passar dos anos, principalmente após a cantora assumir essa personagem durona nos palcos.

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“Hurts 2B Human” é um trabalho completo, com músicas para todos os momentos. P!nk demonstra ser alguém frágil, diferente do que se imagina quando a ouvimos cantar “Rockstar” ou “Raise Your Glass”. A cantora se abre por completo em um trabalho totalmente confessional, de forma a reconquistar seus fãs e gerar uma indentificação com eles.

A produção está impecável, mas disposição de suas faixas não é nada interessante, uma vez que há várias músicas dançantes no disco e algumas baladas bem melancólicas, e essas faixas são dispostas de maneira totalmente aleatória. Seria melhor dividir o álbum em suas partes, uma com os hits Pop e a outra com as músicas de bad. Ainda sim é um excelente trabalho, P!nk nunca decepciona.

Ouça na íntegra:

MP3

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