“O Date Perfeito”: O novo romance teen água com açúcar da Netflix | Crítica

Netflix lança filme teen com temática manjada, e sem desenvolvimento, e adolescentes fingem que é bom

Na imagem há três pessoas, um homem entre duas mulheres e o título em letras garrafais.

Recentemente a Netflix me provou que nada é tão ruim que não possa ser piorado. A plataforma de stream está incessantemente tentando atingir todos os públicos possíveis, e está conseguindo, mas seu conteúdo teen não está sendo bem desenvolvido. “Para Todos Os Garotos Que Já Amei” é um bom exemplo de algo que deu certo, mas após utilizar da mesma fórmula em vários contextos, ficou simplesmente muito chato.

“O Date Perfeito” foi lançado dia 12 de abril, e conta a história de Brooks – interpretado por Noah Centineo, que está em basicamente todos os filmes da plataforma – o jovem tem o sonho de estudar na universidade de Yale, mas não pode pagar pelos estudos. Brooks decide então, ao lado de seu amigo Murph, criar um aplicativo onde as pessoas o contratam para encontros, onde ele seria o “namorado perfeito” de quem o contratasse.

Noah Centineo usando roupas típicas espanholas. O Date Perfeito

Sinceramente eu não consigo ver algo de interessante a ser ressaltado no longa-metragem. Tudo consegue ser tão clichê, que me senti assistindo a um filme passado na televisão de uma sitcom. Até as falas são incrivelmente forçadas, como por exemplo “eu sou apenas um cara pobre da cidade”.

Nem a idéia base do filme é desenvolvida, pois há pouquíssimas cenas que focam nos encontros do Brooks. O protagonista é totalmente sem personalidade e não casa nem um pouco com a aparência do ator, que parece um jogador de futebol americano, mas no filme ele é apenas um fracassado que sofre um pseudo-bullying por ser de família pobre.

O roteiro força uma situação que atormenta o passado de Brooks, envolvendo sua mãe, mas o assunto não é abordado de forma decente, sendo citado apenas duas vezes, de forma bem rápida, tentando dar uma “explicação” para algo que acontece na cabeça do personagem, MAS O QUE DIABOS É? NÃO SEI!

O amigo do protagonista, Murph, serve apenas para preencher um buraco no enredo. Só descobrimos que ele é gay após um certo tempo de filme, em uma cena onde ele diz “sou um gay cafetão”. O personagem tem todo seu potencial jogado no lixo.

O que quase salva o filme é a Celia, interpretada por Laura Marano. PS: A personagem de Camila Mendes é super desperdiçada também.

Simplesmente não há antagonistas no filme, e no final descobrimos que tudo não passa de uma enorme autosabotagem. O longa não serve nem para ser transmitido na Sessão Da Tarde, pois possui muitos palavrões – utilizados de forma super desnecessária, uma vez que não há retrição de idade, já que o filme não possui cenas de sexo ou algo do tipo. Uma decepção.

Nota: 3/10.

Assista ao trailer:

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