Crítica: Aladdin (2019) – Vale a pena pela nostalgia?

O novo live action da Disney vem dividindo opiniões entre os fãs

Aladdin - 2019
Imagem: jovemnerd.com.br

Dirigido por Guy Richie, o live-action de Aladdin tem conquistado milhões de fãs ao redor do globo. O musical encanta por trazer uma versão repaginada do clássico da Disney de 1992. No Brasil o protagonista recebeu a voz de Daniel Garcia, mais conhecido por sua drag “Gloria Groove”, que fez um trabalho surpreendente como dublador.

Leia: Aladdin – Trilha Sonora

A história foi repaginada, mas continua a mesma. Um humilde órfão, que vive roubando para sobreviver, um dia se apaixona pela princesa de Agrabah. Ao encontrar uma lâmpada mágica, decide utilizar de seus desejos para se tornar um príncipe, e assim ganhar seu coração.

Jasmine - Aladdin - 2019

Se tratando da Disney, ficou claro que o longa focaria muito mais em criar um ambiente mágico, utilizando muito do folclore Árabe para atingir este objetivo. Logo era de se esperar que o live-action fosse uma xerox da animação, assim como foi “A Bela e a Fera”, se distanciando muito da originalidade de “Malévola”.

O elenco até que foge do óbvio, mesmo que muitos discordem e insistam em afirmar que embranqueceram os personagens. De fato a diversidade não foi o maior foco desta produção, mas a escolha dos atores foi um ponto a se elogiar, uma vez que temos um protagonista fora do padrão europeu, cujo nariz não é arrebitado e o cabelo não é loiro.

Os protagonistas são ok, nada de mais, mas também não decepcionam. O ator Mena Massoud (Aladdin) impressiona por entregar uma ótima atuação, em seu primeiro papel de peso, mas não consegue contagiar o público como Will Smith (Gênio), que é a grande – e verdadeira – estrela deste filme.

Naomi Scott (Jasmine) encanta com sua beleza e elegância, cativando a platéia e roubando toda a atenção, com seus looks incríveis e seus maravilhosos vocais. É uma personagem forte e bem construída, com ótimos princípios.

Até mesmo Navid Negahban (Sultão) consegue criar uma boa ligação com o público, mas nada se compara à falta de atratividade de Marwan Kenzari (Ja’Far). O ator basicamente faz algumas caras e bocas e sai de cena, é como se ele nem estivesse no filme, afinal. É um dos vilões mais fracos de todos os filmes da Disney, só serve para ser bonito.

Ja'Far - Aladdin - 2019

O que chama a atenção, no final das contas, é a incrível produção – que caprichou nos efeitos especiais – e os maravilhoso números musicais, que embalam a galera e trazem as doces memórias da infância à tona. É um filme que vale a pena ser visto, mas não é nem de longe o melhor longa-metragem da Disney.

Assista ao trailer:

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