CRÍTICA: Iggy Azalea – In My Defense

Após cinco longos anos a rapper Iggy Azalea retorna aos charts com seu disco independente “In My Defense”, que entra para sua discografia como o seu segundo álbum. Este foi lançado no dia 19 do mês de Julho e quase foi barrado pelo lançamento de “My First Album” da Peppa Pig.

Iggy Azalea - in my defense crítica

Após arquivar o álbum “Digital Distortion” e fingir que ele nunca existiu, a popstar resolveu investir em uma maneira mais fácil de fazer música – uma gravadora independente. E aparentemente a ideia deu muito certo, pois “Sally Walker” e “Started” fizeram bastante sucesso com as gays.

Com mais autonomia, Iggy resolveu trabalhar da forma como ela se sente mais a vontade e falar o que ela quer. Não é atoa que seu estilo mudou drasticamente, de uma rapper totalmente sexualizada e “bad bitch”, conhecemos seu lado mais dark e sincero, entrando em contato com suas verdadeiras influências.

No álbum todo a rapper se comporta como uma personagem cômica, que se gaba por seu reconhecimento e todos os seus feitos, e essa persona é apresentada em “Thanks I Get”, onde Iggy diz basicamente “Eu fui, e ainda sou, muito importante dentro dessa indústria e não ligo para o que você pensa sobre mim”.

Iggy azalea in my defense album cover

Entrando profundamente no conceito de “Em minha defesa”, a rapper basicamente se pronuncia sobre as polêmicas que envolvem seu nome, como o fato de sempre afirmarem que ela se comporta como uma mulher negra, ao fazer Rap. Iggy rebate esses comentários e ainda ganha por isso. Alguns dizem que esse álbum poderia ser melhor se ela o usasse para se desculpar, mas a verdade é que Iggy Azalea sente que não há motivos para isso, já que ela chegou aonde está por conta própria – pelo menos é isso que está sendo descrito em “In My Defense”.

As outras músicas são basicamente ostentação pura, sobre dinheiro e sobre seu corpo, do qual Iggy tem muito orgulho. Mas se pararmos para analisar apenas a parte das letras, elas não se aprofundam em nada, mas basicamente 60% dos trabalhos atuais são assim, e as notas da crítica só ficam abaixo de 4 se o artista for uma mulher.

Iggy azalea in my defense album cover

Entretanto, ainda que eu me enxergue em sua forma de se expressar e ache que a rapper foi muito corajosa em expor sua opinião de forma tão crua, um álbum não é feito apenas de rimas.

Iggy Azalea investe em um Hip-Hop contemporâneo, porém nada inovador. Além do fato de algumas canções possuírem refrões muito repetitivos e cansativos, 70% dos instrumentais são neutros até de mais. Soa como se quase todas as músicas fossem a mesma.

Há ótimos hits no disco, como “Sally Walker”, “Started”, “Hoemita”, “Spend It”, “Fuck It Up” e “Just Wanna”, mas eu cortaria facilmente as faixas “Clap Back” e “Pussy Pop” da versão final, porque elas são incrivelmente chatas. As demais simplesmente não se destacam.

Nota: 5,5/10.

Ouça na íntegra:

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