CRÍTICA: Taylor Swift – Lover

A ex-sertaneja choca um total de 0 pessoas ao fazer história com seu novo álbum. Taylor mais uma vez prova ser uma máquina de vender discos e singles, pois seu nome está mais alto que os satélites da Rússia. “Lover” foi lançado ontem (23), e já se difere dos outros 6 trabalhos de estúdios da cantora, que foram lançados entre outubro e novembro, mostrando uma visível mudança de ares.

Capa do álbum Lover de taylor swift

Após perder o direito às suas masters para Scooter Braun, Taylor Swift focou única e exclusivamente em seu novo álbum, “Lover”, que foi lançado pela Republic Records, com a produção assinada por Jack Antonoff, Joel Little e a própria Taylor.

A popstar decidiu investir em uma sonoridade bem Pop chiclete, levando o conceito ao pé da letra. O disco é repleto de refrões repetitivos e agúdos, com grande particiação da voz de cabeça da Taylor. Entretanto, desde “Reputation” a cantora vem trabalhando mais em seus registros graves, com a voz de peito, mas um detalhe que percebi desde então é que Swift está “falando” mais em suas música, como em “Miss Americana & The Heartbreak Prince”, igual “Look What You Made Me Do”.

“Lover” pode ser descrito como um álbum de Dance Pop. Uma musiquinha acústica aqui, um Folk alí, tem até Hip-Hop (ou algo parecido). A produção é eletrônica, mas há a presença de alguns instrumentos físicos, como o violão, o baixo, teclado, guitarra, bateria, saxofone, banjo, trombone e trombeta.

Taylor Swift and Katy Perry hug

O disco vem com a promessa de soar como uma espécie de “diário aberto” para seus fãs a conhecerem de forma mais profunda, tanto que várias páginas de seu verdadeiro diário foram divulgadas, estas que falam sobre como Taylor se dedicou ao disco “Red” e sobre sua amizade com Lorde.

Se não houvesse uma indireta no meio, não seria Taylor. O álbum é aberto com “I Forgot That You Existed”, que é uma super mensagem de superação, mas também é uma bela mensagem para Kanye West, onde Taylor basicamente o chama de irrelevante. Tudo perfeito até então.

Swift soa bastante vulnerável durante as composições, mas também se mostra bem forte por conseguir superar tantas barreiras em sua carreira e vida pessoal. “The Archer” é uma das melhores canções do disco – em questão de letra e sonoridade – e fala justamente disso.

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Entre as músicas que mais se destacam neste trabalho, está “The Man”, onde Taylor reimagina sua vida, se caso ela fosse um homem. É uma canção que fala sobre machismo, mas de uma forma sutil. Taylor diz durante a canção “Quando todo mundo acredita em você. O que é isso?”, querendo dizer que os homens são mais ouvidos e mais creditados.

Boa parte das composições são direcionadas ao seu namorado Joe Alwin, mas nada de novo né, o nome do álbum é “Lover”, este não poderia ser sobre outra coisa. Mas também tem bastante militância. “You Need To Calm Down” e “Miss Americana & The Heartbreak Prince” contestam a homofobia, o preconceito e o governo Trump.

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As melhores faixas do trabalho, na minha opinião, são “False God” – que possui uma incrível produção, quase um R&B. Taylor utuliza uma certa conotação sexual na canção e isso para mim é inédito. – e “Death By A Thousand Cuts”, onde mais uma vez Taylor fala sobre um término de relacionamento, mas tem ótimos solos de guitarra e piano.

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taylor swift lover album

Está mais que visível o amadurecimento de Taylor em relação ao foco de suas composições. Taylor não é mais uma adolescente e sua vida, hoje, é muito mais do que apenas corações partidos e shadezinha para Calvin Harris e Kim Kardashian. Ela descobriu que é uma grande influêncer e precisa usar sua voz para assuntos mais sérios, como machismo, homofobia e até mesmo questões governamentais. Neste ponto Taylor Swift está de parabéns.

Referente a como o disco soa musicalmente, eu diria que Taylor está apenas se mantendo em sua zona de conforto. Não que isso seja ruim, mas não é nada inovador para a sua imagem. A cantora é uma versão mais nova de Celine Dion e Shania Twain, que vendem muito, mas todos seus álbuns soam iguais. “Lover” mistura a fofura de “1989” com a produção de “Reputation”, é interessante de notar, mas não é algo novo.

Nota: 7,5/10.

Ouça na íntegra:

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