#INDIE: Rey Pila lança o EP “Lucky No. 7” (Crítica)

Depois de lançar os singles “Flames”, “Disciples IV”, e “Anxious”, o quarteto de synth-pop Rey Pila lançou seu novo EP dia 26 de setembro. “Lucky No.7” foi produzido pela própria banda no estúdio Sonic Ranch, no Texas. O EP tem distribuição Arts & Crafts. Na América do Sul, sai via LAB 344.

Tenho quase certeza de que a arte de capa foi inspirada no filme "De volta para o futuro" de 1985. Também soa igual à arte de capa do álbum "Club Ninja" da banda Blue Öyster Cult.
Tenho quase certeza de que a arte de capa foi inspirada no filme “De volta para o futuro” de 1985. Também soa igual à arte de capa do álbum “Club Ninja” da banda Blue Öyster Cult.

O Rey Pila foi formado na Cidade do México, em 2010, por Diego Solórzano. O quarteto, então, se firmou com a entrada dos integrantes Andrés Velasco, Rodrigo Blanco e Miguel Hernández. Eles já tem dois álbuns na bagagem – O Auto-intitulado de 2011 e “The Future Sugar”, lançado em 2015 – entre diversos singles e EPs.

E o que dizer sobre esse que é um dos EP’s mais fiéis aos anos 80 que eu já ouvi em toda a minha vida? É inacreditável o fato de ter sido lançado à pouquíssimo tempo. Ouvir ao “Lucky No. 7” é como embarcar em um mundo de luzes de led vermelhas e azuis.

Cheio de guitarras, sintetizadores e baixos, nota-se rapidamente que se trata de um trabalho de Synthpop muito bem pensado e executado, pois não há uma só falha ou equívoco durante os 17 minutos de duração do EP. É a junção perfeita de New Order com CHVRCHES e Simple Minds.

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As faixas se conectam perfeitamente e não distoam do fluxo principal do disco. É incrível a harmonia e o cuidado com que a banda cuidou deste projeto. Aqui há o tipo certo de música para qualquer momento, perfeito para dias chuvosos e nublados, onde queremos pensar sobre a vida, mas também é ótimo para ouvir em viagens de ônibus.

Destaque especial para as faixas “Anxious” e “Come Over”. A primeira fala sobre a ansiedade e auto-sabotagem de nossa mente (assim como o próprio título sugere) – principalmente relacionada à era digital e como enlouquecemos quando não somos correspondidos adequadamente – já a segunda é mais romântica, e diz respeito a como as vezes precisamos entender nossas dores e lidar com elas, e dividir o peso com alguém que amamos também pode ajudar.

É o trabalho mais redondo e coeso que ouço em anos, desde “High As Hope” de Florence + The Machine.

9,8/10 – Nota

Ouça na íntegra:

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