Crítica: “Malévola: Dona do Mal” – É o filme mais 50% da Disney

A dona Disney vem entrando cada vez mais fundo nessa onda de “não sei mais o que inventar, então enquanto eu penso toma ai esse live-action de algum clássico dos anos 50”. Esse conceito está se tornando cada vez maior, uma vez que pelo menos 10 de seus títulos já possuem uma versão com atores reais e um 3D pesado por trás.

malévola dona do mal

O filme “Malévola” de 2014 foi um auge para a época, pois além de contar com um elenco de peso, pois temos a belíssima Angelina Jolie, ainda inovou ao contar a clássica história da Bela Adormecida, porém do ponto de vista da vilã, que possui um objetivo claro na trama, movido por um ódio do passado.

Todos gostaram do filme e se contentaram, mas claro que vendeu muito e depois de alguns milhões de dólares arrecadados a Disney decidiu que era hora de alongar um pouco mais esse conto de fadas com a temática dark – mas não tão dark, pois estamos falando da Disney.

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A continuação da obra, que saiu em 17 de Outubro de 2019, vem com a proposta de falar um pouco sobre a maternidade e como é difícil para as mães se desprenderem de suas crias. Malévola trás a característica de super protetora com a princesa Aurora, dando continuidade ao que foi abordado no primeiro filme, uma vez que o amor verdadeiro da garota é Malévola, que a ama como uma filha.

Tudo começa a dar errado quando encontramos elementos cômicos de mais onde não é cabível, e o filme começa a se tornar uma obra de humor, o que não é necessariamente um problema tão gigantesco quando lembramos que a obra é voltada o público infantil. Mas ainda há o detalhe de que o primeiro longa trás uma atmosfera bem macabra, que metaforiza o estupro e tudo mais, bem diferente de “Malévola: Dona do Mal”.

O roteiro insere uma nova orda de personagens – que são da mesma naturea de Malévola – dos quais não temos quase nenhuma explicação cabível que detalhe o misticismo por trás. As criaturas das trevas, como são chamados, surgem no filme apenas com o propósito de fazer volume na cena de guerra do final.

Angelina está maravilhosa na pele da anti-heroína Malévola, mas tem umas cenas um pouco vergonha alheia, onde ela faz caras e bocas e expressões muito estranhas. No final o filme vira uma grande salada de frutas, sem pé e nem cabeça. O roteiro divaga entre cenas dark, com diálogos metafóricos, e momentos muito cômicos que as vezes perdem o sentido. Logo o filme não tem uma linha a ser seguida, só não é macabro de mais para as crianças e nem bobo de mais para os adultos. É uma boa opção para a Sessão da Tarde.

5/10 – Nota

Assista ao trailer:

2 comentários sobre “Crítica: “Malévola: Dona do Mal” – É o filme mais 50% da Disney

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