Crítica: Harry Styles – “Fine Line” | Ele ainda está pensando nela…

E nosso pequeno Bowie está de volta! Há muito tempo não vejo uma comoção tão grande e tanta ansiedade pela espera de um disco de Rock, que não acontece desde 2017, ano em que Harry lançou seu álbum de estréia e Paramore lançou o “After Laughter”. Pois a espera acabou, já que o príncipe britânico disponibilizou seu segundo trabalho em todas as plataformas de stream nesta sexta-feira (13) – também aniversário de Taylor Swift rs.

Capa do duscio "Fine Line" de Harry Styles.

“Fine Line” foi lançado pela gravadora Erskine junto da Columbia Records. A produção ficou nas mãos de Jeff Bhasker, Kid Harpoon, Tyler Johnson, Greg Kurstin, Mitch Rowland e Sammy Witte. Apesar de não ser creditado como produtor, Harry participou ativamente do processo de criação do disco, uma vez que é instrumentista.

Diferente de seu álbum de estréia, o autointitulado, “Fine Line” possui canções mais melódicas, calmas e coesas, além de ser, de certa forma, mais original. O disco “Harry Styles”, de 2017, foi duramente criticado por soar como uma releitura dos sucessos do Rock dos anos 70 e 80, quase como uma coletânea. “Fine Line”, no entando surge para reforçar o nome de Styles, registrando sua marca no mundo.

Muito fã de Fleetwood Mac, diga-se de passagem, Harry Styles se inspirou muito na banda de Soft-Rock americana para dar vida ao seu projeto, moldando o álbum em um estilo só, sem soar como uma salada-de-frutas musical, – se ainda o compararmos com o álbum de estreia de 2017, que mistura estilos como Hard Rock, Jazz e Blues – neste não há a presença de canções iguais a “Kiwii” por exemplo. É um trabalho mais brando, com um pequeno toque de psicodelia.

Harry Styles em um campo de flores.

O álbum é aberto com a divertida “Golden”, que é bem alto astral e inicia ‘Fine Line” com tudo em cima. A letra é muito bonita e inspira confiança, descrita por Harry como uma viagem de carro perfeita a Malibu.

Logo após temos a já conhecida “Watermelon Sugar”. Foi o segundo single do disco, e mostra essa paixão de Harry por títulos com nome de fruta. É uma canção sexy, de certa forma, mas fala sobre um amor de verão, que tem conexão com sua ex-namorada Camille Rowe. A música fica boa depois de ouvir umas duas vezes.

E então surge “Adore You”, terceiro single de Harry para esta era. O cantor até lançou um curta-metragem inspirado na trilogia “Crianças Peculiares”, hadaptada por Tim Burton. É minha faixa favorita do disco, pois contém uma ótima marcação de baixo. O cantor a descreve como “o estágio inicial de paixão, quando você tem aquela sensação pesada de felicidade, como uma conexão feliz e muito feliz com alguém.”

A quarta faixa é “Lights Up”, que foi o lead-single do álbum. A canção é leve e muito bonita, seu instrumental tem bastante presença do violão e sua letra é sobre sua autodescoberta, como o próprio cantor já afirmou anteriormente. É uma das melhores canções do disco, sendo um hino da bissexualidade.

“Cherry” – outra fruta, meu deus – chamou muita atenção dos fãs do rockstar, talvez por sua peculiaridade aparente, já que é uma canção acústica que conta com notas agúdas bem marcadas. A letra, também, é dedicada à Camille, que faz uma pequena participação na faixa, no final em um diálogo. Pra quem achou que a participação especial seria a Taylor, uma pena.

“Falling” é a verdadeira balada do álbum, e essa é das boas. Conta com um instrumental bem apagado e vocais bem fortes, e claro, para ser tão triste assim não podia se tratar de outra coisa que não fosse mulher. Harry chora arrependido por seus erros, e se lamenta por não poder voltar ao passado e mudar seus atos. A canção traz um ar meio depressivo real, se aprofundando um pouco no problema que Harry carrega consigo.

A faixa “To Be So Lonely” adentra um pouco mais no tema, focando nesse término e como as coisas acabaram mal. É uma canção interessante e muito triste, mas não se destaca entre as demais.

A partir de “She” a gente entra na psicodelia que Harry nos propõe. A música tem um ótimo climax e um incrível solo de guitarra. Esta se assemelha um pouco, quase nada, com “Woman” de seu disco de 2017. A letra é uma safadeza que só. O eu-lírico descreve algumas situações onde ele é o amante de uma mulher casada (ui).

“Sunflower, Vol 6.” é uma das favoritas do público. Tem um instrumental bem alegre, quase dançante, mas não o suficiente. A canção fala sobre recomeços e como é importante se distanciar do passado em alguns momentos – e de algumas pessoas também.

“Canyon Moon” parece bastante com “Don’t Stop” do Fleetwood Mac, talvez por conta do solo de violão. A música é bem alegre e contagiante e seu isntrumetal com notas agúdas entram em contraste com os vocais graves de Harry. A letra fala sobre a saudade de casa, e mostra um doce sentimento de superação. É a música perfeita para ser lançada com um clipe cheio de cenas da turnê no fim da era.

“Treat People With Kindness” tem uma pegada bem religiosa, contando até com um coral de igreja por trás. O título da música é um slogan que Harry usava para promover os produtos de sua marca em seus shows, e seus fãs o adotaram como uma mensagem de amor. A música tem um pouco desse clima de “comercial televisivo” mesmo, principalmente no refrão. É outra das minhas favoritas.

O disco é encerrado com a faixa-título, que entra em contraponto com a primeira e a penultima canção, que tem melodias bem alegres e agitadas. “Fine Line” é uma música intensa, embasada em acordes simples de violão. Harry faz questionamentos sobre sua vida e sobre seus sentimentos. o cantor disse que se tivesse de escolher uma faixa do álbum para ouvir para sempre, seria esta.

Harry Styles usando uma roup de bailarina.

O disco “Fine Line” noa entrega 12 faixas cheias de sentimentalismo e questionamentos. Harry Styles é um jovem em busca de sua identidade e sempre será, assim como todos nós, mas ele tem ciência disso. O cantor trouxe incríveis canções que imortalizaram diversas emoções, como a sentimental “Falling” e ‘Fine Line”, que quesitonam e encantam. O cantor britânico nunca será uma coisa só, e não é comparado à Bowie por acaso.

8,4 / 10 – Nota.

Ouça na íntegra:

3 comentários sobre “Crítica: Harry Styles – “Fine Line” | Ele ainda está pensando nela…

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