No Play: Zara Larsson – “So Good” (Crítica)

“No Play” é uma nova categoria do blog, destinada a álbuns não necessariamente recentes, mas que me cativaram de alguma forma. É útil para quem deseja conhecer novos trabalhos, datados ou não.

O escolhido para a matéria de hoje é o disco “So Good” da Sueca Zara Larsson. Seu álbum lançado em 2017 me chamou muita atenção por ter um conceito tão sólido e músicas tão chicletes. Foi quase o mesmo efeito que o “Prism” de Katy Perry causou em mim na primeira vez que o ouvi.

Álbum lançado com o selo “Epic Records”.

O disco conta com mais de 3 Bilhões de streams no Spotify, sendo um dos álbuns femininos com mais reproduções na plataforma, e não surpreende já que “So Good” simplesmente não tem uma única música ruim.

Na produção temos mais de 20 pessoas envolvidas, o que é muita gente, mas o álbum realmente pode ser considerado uma obra de arte, de tão bom, então isso nem é problema. Dentre os produtores e compositores temos MNEK e até mesmo Charlie Puth, que trabalhou recentemente com Katy Perry em “Harleys In Hawaii”, isso só mostra como o cantor se dá bem no ramo de produção também.

As inspirações de Larsson, segundo a própria, são Taylor Swift, The Weeknd, Rihanna e Beyoncé. E é interessante poder notar as referências dentro do disco, pois há de tudo, desde músicas eletrônicas, muito dance pop, R&B e muito mais. Zara realmente soube em quem confiar seu álbum.

A cantora veio trabalhando na obra desde 2015, quando lançou os singles “Lush Life, que foi um grande hit, e “Never Forget You”, esta também fez bastante sucesso. Já em 2016 Zara lançou “Ain’t My Fault”, outro grande hit, e “I Would Like”, que também ajudou a consolidar a carreira da artista.

Já em 2017, ano de lançamento, Zara Larsson lançou “So Good”, faixa-título, como quinto single de seu disco. A canção bebe da fórmula do sucesso do R&B, assim como Mariah e Ariana Grande – inclusive a canção, quase, se parece com o single “The Way” da ex-act.

Zara também lançou a emocionante “Symphony”, do Clean Bandit, como single. A faixa traduz o amor em sinfonia e seu clipe mostra um relacionamento homoafetivo.

Também tem “Don’t Let Me Be Yours” que é melancólica, mas conta com um arranjo super dançante. A faixa foi usada como sétimo single do disco.

O último single escolhido para promover “So Good” foi “Only You”. É uma balada romântica que não recorre ao dance pop, mas conta com um refrão explosivo.

Também vale muito a pena ouvir “I Can’t Fall In Love With You”, que é mais calma e conta com vocais menos extridentes. A música é desenvolvida no piano e depois ganha corpo, se transformando conpletamente.

Zara Larsson além de traduzir muito bem a juventude atual, também se mostra uma ótima vocalista, uma vez que consegue reproduzir todos os seus vocais ao vivo, e ainda dar um belo de um show de dança. Larsson é uma artista completa. “So Good” é uma obra tão coesa que não ficará datada.

9,5/10 – Nota.

Ouça na íntegra:

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