Resenha: Halsey – “Manic” | A descoberta do amor próprio

Em 2017, durante sua era “Hopeless Fountain Kingdom”, Halsey investiu em uma sonoridade que variava entre o Synthpop e o R&B contemporâneo, já em 2020, a artista decidiu ser mais ousada e se entregar ao experimentalismo. Seu álbum “Manic”, lançado em 17 de janeiro, tem tudo o que os gays gostam e muito mais.

Nota:

8,5

Halsey participa de todas as composições do disco e até se arriscou na produção do mesmo, lançado pela gravadora Capitol, que conta com mais de 15 produtores, incluindo o Finneas (irmão de Billie Eilish), o DJ Cashmere Cat e até mesmo o Suga (integrante do BTS).

“Manic” conta com 16 faixas em sua edição oficial, tendo 3 interludes, que são cantados por outros artistas. Esses interludes são as faixas “Dominic’s Interlude”, cantada por Dominic Fike, “Alanis’ Interlude”, cantada pela rainha Alanis Morissette, e “SUGA’s Interlude”, cantada pelo Suga em colaboração com o BTS.

O álbum de Halsey vem para quebrar sua antiga imagem e construir uma nova por cima. A cantora não é apenas uma artista alternativa que produz conceito, mas é a uma artista que gosta de testar e experimentar. Por isso seu disco é totalmente experimental.

Os instrumentais são completos e complexos, muito bem feitos. Temos músicas de tudo quanto é jeito, de vários estilos diferentes. Vai desde o Hip-Hop, passa pelo Synthpop, então passa pelo K-pop e tem até uma palinha de Country. Halsey desenvolve lindas baladas acústicas, sua voz não desaponta. No geral, é difícil ouvir o disco e não gostar de pelo menos uma das músicas. É realmente um trabalho bem coeso.

Além de canções muito bem intencionadas, com melodias lindas, a cantora também se mostra uma excelente intérprete, extravasando toda a sua dor, antes mostrada em “Without Me”, principalmente nas primeiras duas faixas – “Ashley” e “Clementine”, essa segunda com um conceito incrível por trás, sendo inspirada no filme “Brilho Eterno De Uma Mente Sem Lembranças”.

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A construção das músicas é impressionante, eu não podia imaginar que o disco fosse tão interessante assim, pois suas faixas são realmente agradáveis, principalmente os refrões, e são uma ótima pedida para momentos de solidão e dor de cotovelo, já que seu conceito geral é esse.

A cantora afirmou que ‘Manic” era para ser um disco rebelde, com canções fortes sobre raiva e superação, mas que quando foi finalmente o compor, já estava no processo de superação e sentia calma, e foi isso que ela quis passar com suas músicas.

O “Manic” é separado em três fases, simbolizando a superação de Halsey, por isso três interludes. O auge desse sentimento de “ok, já passou” é a faixa “killing boys”, onde Halsey acorda para a vida e percebe que términos acontecem e que nenhum dos dois precisa um do outro para viver.

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O álbum de Halsey é muito focado no aprendizado que temos sobre a vida quando algo fora do nosso controle toma conta da nossa vida, e nos retira de nossa zona de conforto. Muitas vezes precisamos de um baque, que nos lembre de viver e procurar desafios e é isso que a artista propõe.

Tem música pra tudo aqui, desde canções dançantes, como “3am”, músicas tristes como “Without Me”, e ainda tem hino de superação e composições inteligentes sobre amor próprio, como “Still Learning”. Halsey realmente não decepcionou e não é atoa que é uma das artistas mais rentáveis da atualidade.

Ouça:

2 comentários sobre “Resenha: Halsey – “Manic” | A descoberta do amor próprio

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