Resenha: “I Am Not Okay With This” – 1° Temp. | Vale a pena maratonar?

A Netflix lançou mais uma série original em seu catálogo, seu título é “I Am Not Okay With This”, ou traduzido “Não Estou De Acordo”. Sua estréia aconteceu em 26 de fevereiro, e na direção temos o Jonathan Entwistle, famoso pela série “The End Of The F***ing World”, que tem uma pegada bem parecida com essa em questão.

Nota:

6,6

Quem é criança raiz dos anos 2000 provavelmente vai lembrar do longa de terror “Carrie A Estranha”, que conta a história de uma garota religiosa que sofria bullying por ser diferente, até descobrir que na verdade possui poderes telecinéticos. Esse é quase o enredo dessa série que iremos analisar hoje, menos pelas partes da religião e do bullying.

Nossa protagonista é Sydney (Sophia Lillis, que participou de IT – A Coisa I), uma garota de 17 anos que está sofrendo com o recente suicídio de seu pai. A adolescente acaba tendo crises existenciais e por isso a terapeuta da escola a recomenda escrever em um diário. Durante um de seus surtos, Sydney descobre que sua mente pode movimentar objetos e machucar pessoas.

A série de 7 episódios é bem curtinha, já que cada um deles tem em média 17 minutos. As atuações são impecáveis e os takes são lindos, com uma fotografia recheada de tons gelados. Quem assistiu “The End Of The F***ing World” vai se sentir familiarizado.

Outra coisa bem interessante é o fato de não sabermos em que ano a história se passa, pois há elementos tecnológicos, como celulares, mas os cenários, figurinos e até as músicas soam como os anos 90.

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Muitos estão comparando a série com “Stranger Things”, por conta dos elementos telecinéticos, mas eu ouso dizer que a principal diferença entre as duas é a emoção que “Stranger Things” traz. Ao contrário do que imaginei, os 17 minutos de cada episódio algumas vezes são gastos com muito diálogo e pouca ação – isso porquê enfiaram um romance platônico no meio ainda.

“I Am Not Okay With This” é até que legal, mas o real foco da história é a condição pós luto de Sydney, e seus poderes nem são tão explorados assim, sendo tratados apenas como um grande problema, tanto que o episódio mais interessante é justamente o último.

O roteiro insere alguns assuntos muito importantes para a narrativa, como a sexualidade da protagonista, e as agressões que o personagem “Stan” sofre do pai, mas acaba por não se aprofundar em absolutamente nada. Se a série não tiver uma segunda temporada, não vai adiantar de nada ter lançado essa primeira, já que nada foi concluído e nada aconteceu. Só vale a maratona justamente por terminar rápido.

Assista ao trailer:

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