8 Álbuns Visuais Para Conhecer

Uma das opções mais conhecidas para divulgar uma música nova são os videoclipes e quanto melhor a produção, maior o impacto e a popularidade. Com a evolução da industria fonográfica, surgiu um novo formato: o álbum visual.

Embora seja um conceito muito popular atualmente, tudo começou com os Beatles em 1964 com o filme “A Hard Day’s Night”, onde o grupo viu no cinema um novo meio de promover a banda (e deu MUITO certo). A partir dai novas bandas decidiram caminhar nessa nova trilha.

Tommy – The Who (1975)

Produzido com base no álbum de mesmo nome, o longa de 111 minutos se passa na 2ª Guerra Mundial quando o capitão e piloto Walker (Robert Powell) é dado como morto, mas quando ele retorna encontra sua esposa Nora (Ann-Magret) com Frank (Oliver Reed), seu amante. Walker é morto por Frank e, ao presenciar o assassinato de seu pai, Tommy (Roger Daltrey) recebe a ordem de Nora e Frank de nunca mais falar sobre o que aconteceu. Assim ele se torna uma criança cega, surda e muda, mas seu problema é psicológico. Com o tempo se torna campeão de fliperama e, mais tarde, ídolo pop.

The Wall- Pink Floyd (1982)

Sem diálogos, o filme de 95 minutos se passa com as músicas do álbum “The Wall” imagens e efeitos naturais. A história é sobre Pink, um astro do rock que se senta trancado em um quarto de hotel, em algum lugar em Los Angeles. Muitos shows, drogas e multidão. Na TV, um filme de guerra um pouco familiar. O longa traz misturas de tempo e lugar, realidade e pesadelo quando entramos nas memórias dolorosas de Pink, cada uma um “tijolo” no muro que ele aos poucos vai construindo em volta dos seus sentimentos.

The Line, the Cross and the Curve – Kate Bush (1993)

O curta-metragem foi lançado junto com o álbum “The Red Shoes” (inspirado no conto de mesmo nome) pela cantora e compositora inglesa Kate Bush. Nesta nova versão, Bush interpreta uma cantora-dançarina frustrada que é seduzida por uma mulher misteriosa (Kate Richardson) a vestir um par de sapatilhas mágicas . Uma vez em pé, os sapatos começam a dançar por conta própria, e o personagem de Bush deve combater o personagem de Richardson para se libertar do feitiço dos sapatos. Seu guia nessa estranha jornada é interpretado por Lindsay Kemp.

Interestella 5555: The 5tory of the 5ecret 5tar 5ystem– Daft Punk (2003)

A lendária dupla de música eletrônica lançou uma série em animação franco-japonesa baseada no álbum “Discovery” e cada faixa possui um episódio/clipe. A história é sobre 4 músicos de outra galáxia, os “Crescendolls”,o grupo é raptado por um agente despresível que quer fazer deles o maior grupo musical da Terra e, para isso, os conduz por uma longa viagem cósmica.

BEYONCÉ- Beyoncé (2013)

Queen B surpreendeu a todos quando soltou seu 5º álbum de estúdio sem nenhum aviso prévio. O projeto que totalizou 14 músicas e 17 videoclipes inclui temas feministas de sexo, amor monogâmico e questões de relacionamento, inspirados no desejo de Beyoncé de afirmar sua total liberdade criativa. A cantora decidiu seguir com um clipe pra cada música porque “vê a música”.  “É mais do que simplesmente ouvir. Quando estou conectada a algo, eu imediatamente vejo uma paisagem ou uma série de imagens que estão relacionadas a um sentimento ou emoção, uma memória de infância, pensamentos sobre minha vida, meus sonhos ou minhas fantasias. E eles estão todos conectados à música”.

Utopia- Björk (2017)

Embora não tenha sido divulgado como um álbum visual, Björk traz em Utopia 14 faixas e um videoclipe para cada um, estes que acabam tendo uma sequencia visual e no conceito também. É o trabalho mais longo da artista, totalizando mais de 70 minutos e considerado por ela como “O Paraíso”.

Dirty Computer – Janelle Monáe (2018)

O álbum com 14 faixas apresenta uma narrativa continua abordando sobre poder feminino, diversidade, machismo, mansplaining e liberdade sexual e outros temas que influenciam na produção do filme. Dirty Computer conta a história de “Jane 57821” (interpretada por Janelle), uma mulher que vive em uma sociedade capitalista, totalitária e muito mente fechada. Nesta realidade as pessoas são resumidas a números e são chamadas de “computers”. Logo no início do filme a personagem de Janelle é chamada de “computador sujo”, esse que precisa ser “reiniciado”, e a história se desenvolve a partir das lembranças de Jane. Nessas memórias nós conseguimos entender o motivo do termo “computador sujo” que é usado para se referir à Jane 57821.

Bluesman – Baco Exu do Blues (2019)

Considerado um dos principais artistas do Rap Nacional, Baco lançou um curta-metragem que recebe o mesmo nome do seu 2º disco de trabalho que é um passeio entre a vivência, romance, autoafirmação, raiva, negritude e saúde dos negros. Em seu instagram, o artista declarou que o filme é uma parte dele, para seus fãs: “Espero que vocês me entendam e se não entender só sinta”. Além disso, o clipe recebeu o Grand Prix no Festival de Cannes em 2019 (prêmio máximo do festival) empatado com Childish Gambino com “This is America”

Muitos artistas usam e abusam das produções visuais em seus discos, e reinventam o formato a cada lançamento… deixe os seus favoritos nos comentários ❤

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