Crítica: Conan Gray – Kid Krow | Um álbum sobre as feridas do amor

Sabe àquele filme onde a garota derruba os livros no chão e um cara lindo surge para pega-los? Geralmente nessas cenas começa a tocar uma música linda com riff de guitarra e sintetizadores no fundo, guiada por um vocal rouco e agúdo. Pois é, as músicas do Conan Gray fazem essa linha high school.

Conan Gray kid krow capa

Nota:

8

O álbum foi lançado nas plataformas de stream e disponibilizado para venda neste dia 20. A gravadora por trás é a Republic Records e na produção temos poucos nomes envolvidos, mas esses muito eficientes, são eles Dan Nigro, Jam City e Captain Cuts, além do próprio Conan que participa ativamente do processo criativo.

O disco não chega ser um super marco na história da música, não tem nada de novo e super inovador, ao invés disso ele conta com ótimas influências. O cantor investe em uma sonoridade super limpa e bem articulada, cheia de influências do Indie Rock e principalmente do Synthpop. Quem gosta de Declan Mckenna vai amar.

Os refrões são muito bem desenvolvidos, nesse quesito a produção está de parabéns, principalmete pelo fato de que o Conan não é um cantor de voz tão potente, e mesmo assim as pontes e o refrão das músicas são explosivos.

conan gray kid krow fotografia

O cantor explicou o título e a capa de seu disco em entrevista para a revista People, ele disse “Perguntei a minha melhor amiga: ‘Bem, quem sou eu?’ Ela diz: ‘Você é um corvo’. E isso faz muito sentido. Eu sou muito triste e um pouco misterioso. Eu realmente não deixo muita gente entrar. Só não levo as coisas muito a sério. Eu só queria que o álbum fosse emblemático de quem eu sou e quem eu fui ao longo de toda a minha vida.

Muito do que é discutido durante ás 12 faixas é inspirado em uma relação que Conan teve durante a adolescência, tendo algumas músicas também sobre sua infância e o início de sua carreira. O álbum é totalmente confessional neste quesito.

“Comfort Crowd” é a faixa que abre o disco, já falando sobre a insegurança de Conan em relação a estar aberto para novas amizades. Ele canta sobre sentir saudade de seus amigos. A sonoridade é próxima do Soft-Rock, uma música bem fofa.

Em seguida vem uma canção importante para a narrativa, “Wish You Were Sober”. O cantor fala sobre se relaacionar com uma pessoa que só diz que o ama quando está bêbado, tipo aquela cena de “As Vantagens De Ser Invisível”, tenso.

Logo após vem “Maniac”, uma canção realmente muito interessante sobre como as pessoas espelham seus defeitos nas outras. É uma das melhores faixas do disco, em questão de sonoridade.

“(Online Love)” é um pequeno interlude no disco e fala sobre web-relacionamentos, que também deixam lembranças em nossas vidas.

“Checkmate” é super alto-astral e tem um refrão incrível. Conan já não é mais o menino chorão de sempre, e fez de suas cicatrizes o seu ponto de mudança. Ele diz que não deixará mais ninguém o manipular e se precisar, ele será o vilão da história.

“The Cut That Aways Bleed” é a primeira balada do álbum. É uma música realmente triste, tanto pelo instrumental, quanto por sua letra, que fala sobre ouvir a frase “eu não te amo mais”. Conan sente que precisa de espaço para sofrer.

A próxima faixa é “Fight Or Flight”, uma música meio melancólica sobre descobrir que a pessoa que você tanto ama, na verdade estava apenas te usando. Conan canta sobre ser apenas mais um.

“Affluenza” é pra quem gosta de “Price Tag” da Jessie j, já que a mensagem de ambas é a mesma: “Dinheiro não ocmpra felicidade”. Conan, no entanto, se inspira em sua própria vida, já que teve uma infância bem pobre, mas muito feliz.

“(Can We Be Friends)” é a segunda interlude do disco, essa sobre querer fazer uma amizade verdadeira, onde ambos se protegeriam e estariam juntos nas melhores e piores horas.

Na minha opinião a faixa “Heather” é a mais sincera e interessante de toda a obra. Conan fala sobre essa garota chamada Heather, por quem seu crush se apaixonou. O cantor diz odia-la, mas no fundo ele queria ser ela, só para ser amado como ela é.

“Little League” é uma música bem fofa que fala sobre aquele sentimento de nostalgia que fica quando percebemos que crescemos e as coisas simples já não tem tanta graça como antes. Conan se pergunta se faria tudo de novo ou mudaria algo em sua história.

O disco é encerrado com “The Story”, uma mensagem de esperança que nasce a partir de sua história. O cantor diz que sempre há esperança no amor, mas o amor vindo das pessoas certas.

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O conceito de “Kid Krow” é redondo e muito bem abordado, do jeito que só um adolescênte triste consegue fazer. Sua história de amor deu errado de inúmeras formas, e mesmo assim o cantor transformou sua dor em algo bonito, e nos incentiva a fazer o mesmo.

Ouça o álbum da íntegra:

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