Tudo o que você precisa saber sobre a era “Witness” da Katy Perry

O Witness é o quarto álbum da Katy, lançado em 9 de junho de 2017 pela Capitol Records, gravadora em que ela permanece desde seu primeiro álbum “One Of The Boys”. O disco sofreu uma gigantesca queda de vendas nas primeiras duas semanas, e é conhecido como seu primeiro flop.

Imagem

Parte do hate que a cantora sofreu na época da divulgação do “Witness” se deu por conta de seu novo visual. Ela mudou radicalmente seu estilo, cortando seu cabelo bem curtinho, além de platina-lo. Lembrando que a principal marca da Katy eram seus cabelos diferentes e perucas coloridas.

Outro fator que dividiu opiniões foi a capa do álbum, que mostra a cantora já com seu novo visual, fechando seus olhos, em um fundo branco, com poucos detalhes visuais. O maior detalhe da capa é o olho que fica dentro da boca da cantora – que serve de referência ao livro “1984”.

Falando em “1984”, além de ser o ano de nascimento da Katy, este também é o título do livro de George Orwell. Uma distopia que fala sobre um governo autoritário. Lembrando que Katy lançou o álbum na época em que o Trump foi eleito, e algumas músicas são justamente sobre isso.

1984 PDF - George Orwell

Ainda falando sobre “1984”, o livro foi o responsável pelo reality show “Big Brother”, já que este Big Brother é um dos personagens do livro, e parte da promoção do álbum consistiu em uma live de 4 dias que a cantora promoveu no Youtube, com paricipações especiais. A live se chama “Witness World Wide”, e durante a live, Katy fez uma sessão com seu psicólogo onde deixou claro que o hate sobre o álbum estava a fetando e após a era “Witness” a cantora revelou ter tido depressão.

A divulgação inicial consistiu em globos espelhados que foram enviados para algumas cidades. Esses globos tocavam um trecho de “Chained To The Rhythm”, o primeiro single do álbum. O globo simboliza a discoteca, e o lead-single do Witness traz um pouco desse estilo Disco.

Agora falando sobre as faixas. O disco é aberto com “Witness”, a faixa título, onde Katy, já ciente que seria um projeto arriscado, questiona seus fãs “Se eu perder tudo hoje, você permaneceria?“. Na real a cantora fez um trabalho de segmentação de público.

Logo em seguida temos “Hey Hey Hey”, que foi o último single lançado por Katy para promover o álbum. Ele é o que tem menos visualizações no Youtube, mas elas já ultrapassam a marca de 100 milhões. A letra é inspirada no movimento feminista e na bravura de Joana D’Arc.

“Roullette” é uma das faixas favoritas dos fãs. A música possui referências da Eurodance dos anos 90. Inspirada pelo estilo de vida norte-americano, Katy faz um jogo de metáforas, onde ela fala sobre viver em looping com alguém, mas também sobre uma jornada de trabalho exaustiva.

“Swish Swish” é o terceiro single promocional do álbum. Muitos afirmam que ela veio como resposta para a Taylor Swift, mas Katy afirma que a canção fala sobre bullying e a inveja das outras pessoas. A música é em colaboração com Nicki Minaj e tem bons números.

“Deja Vu” É uma canção com influências oitentistas e sintetizadores bem trabalhados. Katy fala sobre viver uma relação que já caiu na rotina. Ela nem sabe se seu parceiro a ama mais. Na letra ela afirma “Quando você está bêbado, diz que sou a única, e então você acorda“.

Logo após vem “Power”, uma música sobre auto-empoderamento. Katy afirma que suas energias foram sugadas por uma pessoa que não a merecia, e agora que ela tem consciência disso, voltará a brilhar como a mulher poderosa que é. A faixa não agradou a todos.

“Mind Maze” é faixa a que os fãs menos gostam. A música, no entando, é bem profunda, e Katy Perry desabafa sobre a pressão que sofre para manter as aparências e a sua saúde mental em tempos tão complicados como esses. Segundo ela, é uma das faixas que mais descreve o disco.

Imagem

“Miss You More” é a primeira balada romântica do disco, e que balada hein. Katy relembra dos momentos bons que passou com uma pessoa especial do passado. Ela lembra com carinho, mas afirma sentir mais saudade do que realmente amar essa pessoa.

“Chained To The Rhythm” é o lead-single do disco. A faixa tem influências do Reggae, ritmo jamaicano. Influenciada por “Slave To The Rhythm”, da jamaicana Grace Jones, a música é em colaboração com o neto de Bob Marley, Skip Marley, também jamaicano. Sua letra é um afronte ao governo Trump.

“Tsunami” é uma faixa bem sexy, e durante a turnê “Witness The Tour” a cantora faz uma apresentação de pole dance junto de seu dançarino Rafael. A letra é justamente sobre as preliminares do sexo, fazendo alusão à deixar a relação bem “molhada”, se é que você me entende.

Imagem

“Bon Appétit”, a polêmica colaboração com os Migos. O trio de rappers foi severamente cancelado pelos gays, já que suas músicas possuem conteúdo homofóbico. Ainda não se sabe o motivo deles estarem na música, já que antes se especulava que o feat. seria com a Ariana Grande.

Ainda sim, a música é a que tem os melhores números da era Witness em questão de streams e visualizações no Youtube. A letra faz alusão também ao sexo, mas brincando com os utensílios de cozinha. “Bon Appétit” foi o segundo single da era Witness.

“Bigger Than Me” também abusa dos sintetizadores e possui um instrumental bem pesado. Katy faz uma reflexão sobre a perda de Hillary Clinton durante as eleições de 2016. A cantora afirma que fez o que pode, mas não foi o suficiente, pois isso infelizmente é muito maior que ela.

“Save As Draft” é a segunda balada do álbum e definitivamente devia ter sido single. Os vocais de Katy estão lindos, sua letra faz alusão ao botão de rascunho, pra onde você envia uma mensagem quando se arrepende de tê-la escrito – principalmente se tratando de mensagem pra ex.

Imagem

“Pendulum” é uma das composições mais inteligentes de todo o álbum, mas ninguém realmente deu o reconhecimento merecido. Na letra Katy fala sobre si mesma e sobre sua carreira na terceira pessoa, ironizando os altos e baixos que enfrentou.

O álbum é encerrado com “Into Me You See”, a última balada. Katy Perry dedica essa a seu marido Orlando Bloom. É uma música realmente emocionante sobre amadurecimento e confiança, além de falar de uma forma muito linda sobre o amor.

Após encerrar a “Witness The Tour” Katy teve a cara de pau de lançar a versão Deluxe do álbum, contendo duas faixas a mais, que já eram vendidas na edição de vinil. Elas são “Dance With The Devil” e “Act My Age”.

A “Witness The Tour” foi um sucesso em questão de público e por conta dela, junto das vendas do disco, Katy recebeu o título de mulher mais bem paga do ano de 2018 pela Forbes. A tour veio para o Brasil e durante a passagem pelo RJ a cantora homenageou a Marielle Franco cantando “Unconditionally”.

Comenta ai :]

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.