Tudo o que você precisa saber sobre a era “Dedicated” da Carly Rae Jepsen

Já ouviu o “Dedicated”, quarto disco de Carly Rae Jepsen? Pois antes de falarmos dele, vamos abordar os antecedentes. Em 2016, após a era “Emotion”, Carly ficou meio chateada pelo baixo desempenho do disco, porém feliz pela recepção de seus fãs e da crítica e isso a motivou a lançar as canções que ficaram fora da versão oficial. Surgiu então o “Emotion Side B”.

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O EP se saiu ainda melhor que o “Emotion” nas críticas, tendo até mesmo uma nota mais alta no Metacritic. Observando o amor de seus fãs por seu trabalho, Carly ficou ainda mais ansiosa pra lançar músicas novas, e chegou a dizer que lançaria seu próximo álbum em 2017, o que não rolou.

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Foram compostas mais de 200 faixas para seu novo disco e durante o processo de criação a cantora decidiu qual era o conceito perfeito para o álbum. As canções são como pequenas dedicações às pessoas que passaram por sua vida. Com 15 faixas, em 17 de Maio era lançado o “Dedicated”.

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Com um público cada vez mais segmentado e com o status de cantora indie/flopada, Carly vendeu cerca de 21 mil cópias em sua primeira semana, debutando em #18 na Billboard 200. Hoje, juntando os streams e a venda dos singles, o álbum soma cerca de 3.052.000 cópias vendidas.

O primeiro single lançado nessa era é “Party For One”, que teve bons resultados, se comparado com os outros singles. A canção é bem no esstilo Carly Rae Jepsen, com uma bela de uma letra de duplo sentido que fala sobre masturbação e tem um clipe bem engraçado.

Com o lançamento do primeiro single, podemos perceber as influências oitentistas que Carly acrescentou à sua obra. Seu visual é totalmente inspirado no estilo Lolitta e a marca registrada dessa era é a prisilhinha no cabelo, que agora é platinado e curto.

Logo após a cantora lançou um mini EP com duas músicas, os singles “Now That I Found You” e “No Drug Like Me”. A primeira foi melhor trabalhada, tendo um clipe super fofo que mostra a cantora morrendo de amores por um gatinho de rua. A letra fala sobre encontrar um grande amor para a vida.

“No Drug Like Me” tem influências da música eletrônica, e lembra um pouco as canções dos Chainsmokers (só que mil vezes melhor). Na letra a cantora se enaltece, afirmando que não existe outra garota como ela, e que seu amor é viciante como droga. É a faixa que abre sua turnê.

“Julien” é a música que abre o disco, Carly diz que essa é a canção que descreve melhor a obra como um todo. É uma balada romântica sobre um amor de verão. Carly teve um namorado chamado Julien, de quem ainda lembra. Ela escreveu outras faixas com o mesmo título, mas essa foi a melhor. Na tour ela conta que chegou a ligar pra esse Julien, pra avisar sobre o lançamento do single, explicando que escolheu seu nome pois ele era bastante musical, mas Carly nãos ente mais nada por ele.

Após “No Drug Like Me” e “Now That I Found You” temos “Want You In My Room”, que é uma música com uma pegada mais sexual, tendo influências do Pop Rock. Carly diz para seu amante que ela está o esperando em seu quarto para fazerem amor. A música ganhou um clipe bem fofo e colorido.

“Everything He Needs” vem em seguida e traz uma interpolação de “He Needs Me”, uma canção escrita por Harry Nilsson para a trilha sonora do filme Popeye de 1980. Na faixa Carly canta sobre ser o norte da pessoa que ama, pois ela sabe que seu amante precisa de seu amor.

“Happy Not Knowing” é a próxima, e mais uma vez mostra os dotes de composição da cantora, que escreve sobre estar apaixonada por um cara do qual ela sabe que não irá corresponder seus sentimentos. Então ela prefere fingir que não sente nada. É uma das músicas mais pop da obra.

“I’ll Be Your Girl” é minha favorita. Tem referências do Ska, estilo musical que originou o Reggae. É uma música bem feroz sobre sentir ciúmes. A letra é a mais interessante da obra, uma das melhores.

Em “Too Much”, último single trabalhado pela cantora até então, Carly fala sobre seu espírito escorpiano. A cantora investe no synthpop para falar sobre seus sentimentos e afirma ser uma pesoa muito intensa em tudo. O clipe mostra um pouco disso.

“The Sound” fala sobre um relacionamento que já está em ruínas e não há nenhuma comunicação entre o casal. Carly tenta manter um contato com seu amante, mas ele é relutante quanto a isso e não há o “som da verdade” nessa relação. A sonoridade lembra a faixa “Happy Not Knowing”.

“Automatically In Love” é uma doce balada sobre amor à primeira vista. Carly fala sobre um cara que ela conheceu em uma ocasião X, mas ela guardou esse momento na cabeça. A música é inspirada no R&B dos anos 90, principalmente em Mariah Carey.

“Feels Right” vem logo em seguida, e é uma colaboração com a banda “Electric Guest”. A canção tem influências do Pop Rock alternativo e fala sobre viver um amor bem caloroso e inesperado. Soa um pouco igual a “Good Time” do “Kiss”. Funciona como uma continuação da anterior.

“Right Words, Wrong Time” é a próxima e essa tem uma produção um pouco diferente das outras. As batidas são mais paudas e o refrão também lembra um pouco os Chainsmokers (kkkk). A letra no entanto fala sobre a sua má experiência em L.A e sobre uma decepção amorosa das bravas.

“Real Love” finaliza a versão padrão do álbum. Também com infuências do Synthpop, Carly Rae Jepsen se mostra vulnerável a encontrar algo constante em sua vida, como um amor correspondido. Um amor real.

Na versão Deluxe temos “For Sure”, que tem influências da música africana, como a própria cantora confirmou para a I-D. A canção é muito triste e fala sobre ter certeza sobre o sentimento que está sentindo em relação ao término de um namoro. “Party For One” encerra o disco.

O disco mostra um conceito sólido sobre dedicar canções aos momentos mais pessoais de Carly, desde os mais felizes ao mais triste. É um bom álbum, com composições bastante inteligentes. A divulgação dele foi por meio da “The Dedicated Tour” que contou com 77 shows.

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