Carly Rae Jepsen – “Dedicated Side B” (Crítica) | O presente de Deus para nós

Que eu sou super fã da Carly Rae Jepsen não é segredo para ninguém, então imaginem a minha felicidade ao acordar dia 21/05 e descobrir que a minha rainha canadense lançou mais uma obra-prima em forma de álbum para adocicar meus dias de quarentena.

Diferente do “Emotion Side B”, que é um EP, o “Dedicated Side B” entrou para a discografia da cantora no formato de um álbum, o que faz mais sentido pelo fato da obra ter 12 faixas em sua versão comum. A versão japonesa foi lançada com duas faixas a mais, uma delas é “Let’s Be Friends”, canção que Carly lançou antes da pandemia.

Leia também: Tudo o que você precisa saber sobre a era “Dedicated” de Carly Rae Jepsen.

Nota:

8,2

A tracklist é composta por canções que, por algum motivo, não entraram na versão final do “Dedicated”, da mesma forma que ocorreu com o ‘Emotion Side B”, que também foi lançado de forma super despretenciosa como um presente para os fãs.

Carly lançou o álbum de surpresa para os seus fãs. Certo que já corriam rumores pela internet acerca do lançamento do álbum, os fãs já sabiam até a data de lançamento e a arte de capa.

Lançado pela 604 Records e com Jack Antonoff presente na produção do disco, a obra veio para fazer a alegria dos gays. O álbum conta com diversas referências do Synthpop, Dance Music e da Disco Music (lembrando que a cantora já havia dito que gravou um álbum todo influenciado pela música Disco, mas que não iria lançá-lo).

Além desse som influenciado pelas discotecas, o álbum de Jepsen nos proporciona uma viagem no tempo que passa pelos anos 80, 90 e 2000. Carly não deixou claras suas referências, mas é perceptível a inspiração em artistas como Backstreet Boys, Spice Girls, Tame Impala e até mesmo Blondie.

Dedicated: Side B — an album review and analysis of Carly Rae ...

Enquanto “Dedicated” foca em dedicar canções à diversos momentos de sua vida, como uma certa forma de indireta, “Dedicatec Side B” conta uma história só com pequenos nuances. As canções são em sua maioria dedicadas à uma mesma pessoa, de quem Carly gosta muito.

A faixa que abre o disco é “This Love Isn’t Crazy”, que traz um incrível sample vocal que gruda na cabeça igual chiclete. É um pouco barulhenta, mas com duas ouvidas você decora. A letra fala sobre investir em uma pessoa especial e ter a maturidade de dar continuidade a essa relação.

Em “Window”, Carly explora alguns elementos do R&B e Synthpop. Na letra, a cantora fala sobre estar em um relacionamento com um cara que não permite que ela o conheça em profundidade. Então ela pede que ele abra uma “janela”, o que seria uma metáfora para dizer que ele precisa ser mais vulnerável.

Já em “Felt This Way” Carly Rae Jepsen dedica a música para alguém que ela ama muito de uma maneira romântica. Ela diz que encontrou abrigo nessa pessoa e se pergunta se é apenas uma atração ou realmente amor.

“Stay Away” soa como uma continuação da anterior, e por isso conta com os mesmos trechos da letra de “Felt This Way”, porém com uma sonoridade bem mais próxima da Dance Music. É uma das melhores faixas do disco.

“This is what they say” é a quinta faixa do álbum e traz influências do pop dance dos anos 2000. À medida que as músicas avançam, percebemos que Carly está cada vez mais apaixonada por esse cara a quem ela dedica as músicas. Nesta canção em específico a cantora tem certeza absoluta de que está apaixonada e reconhece que é amor.

“Heartbeat” vem em seguida com um conceito diferente de “Window”, onde Carly pede que seu parceiro se abra para que ela possa entrar. Em “Heartbeat”, a cantora é muito reclusa e tem medo de mostrar quem ela realmente é, por medo de seu parceiro não gostar dela.

“Summer Love” é bastante literal sobre o título. Carly canta sobre viver romances diários, onde ela apenas aproveita o momento sem se apegar emocionalmente. A faixa tem referências do pós-punk.

Depois temos “Fake Mona Lisa”. Ainda sobre o tema “Summer Love”, Carly canta sobre ter alguns relacionamentos casuais com esse cara e descreve o sexo como um tipo de arte.

Em “Let’s Sort the Whole Thing Out”, ela é completamente direta sobre o amor que sente pelo namorado. É muito fácil para ela resolver esse problema, se ele quiser.

A faixa “Comeback” é em parceria com o artista Bleachers. A música mostra alguns elementos do Rock dos anos 80 e fala sobre uma relação que já não está mais dando certo, onde as duas partes já não se sentem mais felizes. Nesse caso, Carly prefere ficar só.

“Solo” é um hino para os solteiros. Carly canta sobre viver a vida da melhor maneira possível, mesmo sem estar apaixonada por alguém, mas apaixonada por si mesma.

“Now I Don’t Hate California After All” encerra o disco bem no estilo Carly Rae Jepsen, pra quem sabe do que estou falando. A cantora já havia escrito uma canção chamada “L.A Hallucinations”, onde falou sobre suas más experiências na cidade. Essa canção, no entanto, descreve L.A de uma forma mais otimista.

Mais uma vez Carly entrega um trabalho bem redondinho com bastante Dance Pop e Synthpop do jeitinho que a gente gosta. “Dedicated Side B” já pode entrar para a lista de melhores do ano, ao lado do disco de Rina Sawayama.

Leia também: Rina Sawayama – Sawayama (Crítica).

Ouça na íntegra:

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