Crítica: “Folklore” de Taylor Swift é linear e bastante nostálgico

Assim como Beyoncé em 2014, Taylor Swift também pegou seus fãs de surpresa ao anunciar o lançamento de seu 8º disco em estúdio. O anúncio ocorreu por meio de suas redes sociais, com a seguinte declaração: “É como um álbum de fotos cheio de imagens e todas as histórias por trás delas”.

O anúncio ocorreu por volta das 9 horas da manhã do dia 23/07, a cantora revelou a tracklist e falou sobre as versões deluxe. Além disso ela também afirmou que se tratava de um disco de Folk Alternativo.

Nota:

7,3

Inspirada por outros artistas que também vem fazendo música na quarentena, Taylor resolveu criar uma narrativa bem redondinha (com início, meio e fim) onde ela se encontra no papel da narradora, como se fosse um livro de romance cheio de pequenas histórias.

No plano de fundo se encontra uma infinidade de instrumentos acústicos que criam todo o clima do álbum, esse bastante melancólico e por muitas vezes nostálgico também. Na lista de instrumentos podemos encontrar desde o acordeão, até o simples violão e a doce flauta.

Na produção temos o talentosíssimo Jack Antonoff que é famoso por seus trabalhos com Lorde e Carly Rae Jepsen. Também encontramos nos créditos o produtor Aaron Dessner e a própria Taylor. O álbum não tem nenhum elemento eletrônico ou Pop, tampouco Rock, é realmente um disco acústico inspirado pelo Folk.

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Durante as 16 faixas o ouvinte observa os devaneios de Taylor em relação a como ela está lidando com sua carreira e conciliando-a com sua vida pessoal. Nessa obra podemos entrar em sua mente e ver mais de perto como estão seus sentimentos quanto às pessoas que já passaram pela sua vida, principalmente seus ex-namorados (não podia faltar né).

Em faixas como “the 1”, “the last great american dynasty”, “mirrorball” e “mad woman” a cantora reflete sobre sua carreira, mostrando que as feridas causadas pela mídia no ano de 2016 ainda não sararam completamente, e mais, ela também toca naquele assunto delicado que envolve Scooter Braun (detalhado na canção “​my tears ricochet”).

No decorrer do disco percebemos que mais uma vez Taylor Swift está se despindo desta amardura que ela mesma construiu para suportar o peso de sua fama, a cantora se coloca em uma posição bastante vulnerável, mostrando que sente sim às críticas e certos momentos de sua vida jamais serão esquecidos.

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Apesar dos momentos difíceis e amargos, ainda resta bastante otimismo por parte da própria Taylor, tanto em relação à sua carreira, pelo fato dela sentir que sua voz é muito importante para toda uma legião de fãs fiéis, e pelo fato de ela incomodar bastante as pessoas certas, e também quanto ao amor que sente por seu namorado Joe Alwyn. No álbum tem uma canção linda sobre esse sentimento, chama-se “invisible string”.

Um fato curioso que chamou a atenção dos fãs, em especial, foi a pequena história do triângulo amoroso vivido por 3 personagens criados por Taylor, a Betty, o James a amante do James.. Essa relação é dividida em 3 canções, sendo elas “cardigan”, “betty” e “august”. Na tracklist temos também a faixa “illicit affairs”, que também fala sobre infelidade, mas não entra neste contexto.

Enquanto Betty confia no amor de James, ele ainda está conectado com essa mulher de seu passado, que nutre sentimentos por ele, mesmo sabendo que ela é a outra e jamais o terá por completo, mas ela ainda sente um amor indescritível por ele, baseado em suas lembranças. James no caso é um embuste crianção, segundo a descrição da própria Taylor.

Duas canções que me chamaram bastante atenção foram “seven” e “epiphany”. Enquanto na primeira música Taylor fala sobre uma amiga de infância que tinha uma vida difícil (e ela sente muito sua falta, desejanto ter tido a oportunidade de ajuda-la), a segunda reflete sobre a pandemia fazendo um comparativo entre os soldados em um campo de guerra e os médicos que estão na luta contra o Covid-19.

“Folklore” é até então um dos discos mais lineares de Taylor Swift em relação ao contexto que ela mesma inseriu no álbum e a forma como ela elabora um desfecho para toda a sua narrativa. É uma obra muito bem feita e bem escrita, entretando a sonoridade não prende muito a atenção, levando em conta que são mais de uma hora de música, totalizando 16 faixas.

Ouça na íntegra:

2 comentários sobre “Crítica: “Folklore” de Taylor Swift é linear e bastante nostálgico

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