Crítica: “Crianças Lobo” carrega uma linda lição sobre a maternidade

Afinal, criamos nossos filhos para o mundo, não é? Mesmo com todas as dificuldades para criar seus filhos, as noites sem dormir, o dinheiro gasto, temos que entender que filhos não são um investimento ou uma nova chance de viver o que você não viveu, eles são criaturas singulares e com vontade própria, e um dia terão que escolher o próprio caminho.

Hosoda Mamoru Maraton 3/5 - Ookami Kodomo - indavideo.hu

Nota:

9,5

O longa-metragem “Ōkami Kodomo no Ame to Yuki” foi realizado pelo diretor Mamoru Hosoda e lançado pelo Studio Chizu em colaboração com o Madhouse. Seu lançamento ocorreu em 2012. Eu relutei muito para então assistir à obra, mas quando finalmente apertei o play já percebi que iria gostar.

A historia é narrada em primeira pessoa pela filha mais velha, a Yuki, que explica a difícil historia de sua mãe, Hana, que quando mais nova conheceu um jovem na faculdade onde estudava, que mais tarde viria a ser seu pai, porém este carregava um segredo consigo: ele era um lobisomem, uma maldição que passava de pai para filho há gerações, mas Hana não se importou quando descobriu.

Tudo ia bem na vida de Hana, já casada e com dois filhos, mas sua historia então se complica quando seu marido morre, de forma repentina e misteriosa, a deixando com as duas crianças para criar. Mãe solteira, Hana não tem idéia de como é criar dois pequenos libisomens.

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A primeiro instante o filme tem muitas cenas de alívio cômico sobre como difícil seria criar pequenos lobisomens na cidade grande, e isso é retratado da forma mais real possível, o que é muito interessante de observar, pois é como se essas crianças realmente tivesse nascido no ano de 2012, inclusive tem bastante tecnologia da época nas cenas.

Apesar da característica folclórica que o filme traz, afinal são lobisomens, de um certo momento do filme para o final eu percebi que na real a historia é sobre a Hana e como ela adapta sua vida e desiste de seus sonhos apenas para poder criar seus dois filhos da forma mais confortável, aguentando perrengues e pequenas humilhações, e tudo isso a troco do quê?

No fim das contas isso é ser mãe/pai, não tem troféu e nem comemoração, é apenas o ciclo da vida se repetindo. Hana observa seus filhos crescerem e se tornarem pessoas completamente diferentes dela e até mesmo um do outro, e mesmo que ela relute e tente manter as coisas da mesma forma para sempre, ela sabe que um dia eles precisam seguir suas vidas, ela só não sabia que seria tão cedo.

Crianças Lobo | Netflix

Além de tudo isso, o filme também explora a personalidade de cada uma das crianças, mostrando que mesmo que eles tenham crescido juntos, tendo a mesma vida, Yuki e Ame são completamente diferentes um do outro e isso implica em suas escolhas de vida, e Hana só pode lidar com isso, mas jamais impedir.

“Crianças Lobo” é uma obra fantástica e ensina muitas coisas para quem estiver disposto a aprender. Nem sempre vivemos a vida que desejamos, mas precisamos nos adaptar ao mundo de alguma maneira.

Assista ao trailer:

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