Fleabag: Ser engraçado não significa ser feliz (Review)

A série britânica “Fleabag” de 2016 vem ganhando cada vez mais notoridade, mesmo que sua segunda e última temporada tenha sido transmitida em 2019, o público está cada vez mais apaixonado pela história, que traz um combo de humor ácido com uma boa pitada de drama familiar.

Vencedora do Globo de Ouro e do prêmio Emmy, “Fleabag” é uma série de dramédia britânica , original da Amazon Prime, que foi inspirada em um monólogo da própria criadora, Phoebe Waller-Bridge, esse que conta de forma cômica vários dos acontecimentos trágicos de sua vida.

A protagonista não tem um nome – pois é interpretada pela própria Phoebe e a série fala sobre si mesma – o que é muito interessante tendo em vista que há outros personagens sem nome, como é o caso do Padre e da Madrinha, e de alguma forma os diálogos presentes na série conseguem seguir sem os revelar.

O que os fãs e a mídia em geral mais elogiam é a quebra da quarta parede que acontece milhares de vezes durante os episódios. Mesmo no meio de um diálogo a protagonista vira para a câmera e conversa com os telespectadores, o que gera uma aproximação maior entre o público e a personagem de Phoebe.

Fleabag – 1ª temporada – Viajento

São muitos os momentos cômicos da série, mas óbvio que toda história precisa de um vilão e o de “Fleabag” é a própria protagonista, que vive se auto sabotando. A personagem possui diversos problemas emocionais causados pelos traumas de sua vida, mas ela sempre arruma um jeito de se reerguer. Em um contexto geral ela vive sem limites, fala o quer e faz o que quer.

Algo interessante a se ressaltar é o fato de que a personagem principal tem mais de 30 anos e age como uma adolescênte, mas além dela os outros adultos da série também tem um comportamento bem infantil, mostrando que a idade nem sempre carrega maturidade.

“Fleabag” também traz personagens secundários incríveis, como é o caso de Claire, a irmã da protagonista, que a primeiro momento é vista como uma chata, mas logo nos apaixonamos por ela. Tem também a madrinha que se relaciona com o pai da personagem, que é uma megera, mas bem carismática.

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Eu diria que “Fleabag” merece todos os prêmios existentes, muito talvez por mostrar a realidade de uma forma super engraçada, mas por também tocar em assuntos delicados de forma super coerente. É preciso se perdoar e seguir a vida, além disso a família, por mais difícil que seja, é o lar para onde podemos recorrer.

Assista ao trailer:

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