Jovens Bruxas – Nova Irmandade: Deixa de lado o terror e abraça a fantasia (Crítica)

Nessa onda de remakes, o filme de 1996 “Jovens Bruxas” não ficou de fora de ganhar uma versão repaginada. Títulos como “Carrie, a estranha”, por exemplo, é um dos que também sofreu vários reboots ao longo do tempo. A versão atualizada de “The Craft” não só trouxe uma ambientação diferente para a história, como também perdeu toda a sua essência de terror.

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A primeira versão de “Jovens Bruxas” traz uma atmosfera tensa, cheia de segredos e com um ar de drama adolescênte, mas conforme o filme evolui a trama se transforma cada vez mais em um thriller psicológico, onde o espectador se sente totalmente preso aos acontecimentos macabros. O roteiro traz o foco para o ditado “grandes poderes requerem grandes responsabilidades“. Neste filme de 1996 podemos ver também que não é em todos que podemos confiar, mesmo os que se dizem amigos.

A versão de 2020 apresenta diversos fatos de forma super despretenciosa, informações cruciais são deixadas de lado, como quem é Manom e de onde vem os poderes das jovens. Cenas importantes da primeira versão foram esquecidas para colocar brilho e glamour na tela, não que isso seja ruim, mas não acrescenta em nada para o filme no final.

O ponto forte é, de fato, o elenco. As atrizes são super entrosadas e mantém diálogos incríveis, passando o drama da cena em seus olhos e em suas falas. Disso não há o que reclamar. O roteiro de “Jovens Bruxas – Nova Irmandade” não é o mesmo do longa de 96, o que nos deixa na dúvida, já que não se sabe se é uma continuação ou de fato um remake. O final, principalmente na última cena, deixa diversas perguntas em aberto.

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Ainda em comparação com a versão original de “The Craft”, gostaria de ressaltar que muito deste universo foi perdido com um roteiro colegial cheio de dramas sem conclusão. No meio do filme surge uma pauta sobre bissexualidade, que não é desenvolvida, assim como o relacionamento da protagonista com seu bully.

Ao que me parece o filme não segue uma linha objetiva e no final os roteiristas foram pelo caminho mais óbvio, mas ainda sim não conseguiram amarrar a história. Realmente é um filme que decepciona os fãs de Nancy Downs. Quem esperava um terror bem articulado, recebeu um conto de fadas de garotas que vestem preto. Acredito que a nova geração vai gostar da obra, mas na minha opinião não deveria nem haver um remake em primeiro lugar.

5,4/10 – Nota.

Assista ao trailer:

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